Alunos do Curso Pré-Vestibular Comunitário Núcleo Dércio Andrade – Educafro participaram no dia 9 de setembro do 1º Café com Letras promovido pelo professor de Língua Portuguesa e Redação, Danilo Vizibeli com o apoio da professora de Literatura Denise, da professora de Práticas de Cultura e Cidadania Marli Andrade, e da professora de Espanhol e Orientadora Vocacional, Tamires do Amaral.

O Café com Letras é uma prática tradicional de grupos de intelectuais que se reúnem para trocar experiências e vivências e ao mesmo tempo debaterem alguma obra literária, música, obra de arte ou outro objeto de valor cultural. A obra discutida no NDA foi o romance realista “Dom Casmurro” do autor brasileiro Machado de Assis. O evento discutiu as características literárias da obra e os aspectos sócio-histórico-ideológicos presentes no contexto em que foi escrito o livro.

O objetivo maior do Café com Letras foi possibilitar uma prática pedagógica dinâmica e ao mesmo tempo estimular a leitura de bons livros, principalmente os que caem nos vestibulares mais tradicionais do Brasil. Os alunos gostaram e aprovaram a ideia tanto que já foi levantada a possibilidade de realizar uma segunda edição em novembro com o romance “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector.

A aluna Juliana Lina escreveu uma resenha sobre a obra que foi lida durante o início das discussões. A obra Dom Casmurro completa a trilogia realista de Machado de Assis juntamente com Quincas Borba e Memórias Póstumas de Brás de Cuba, e que foi publicada em 1900. Os alunos puderam perceber as estratégias literárias do autor que trava um diálogo com seu leitor muitas vezes tratando-o com um ser feminino, uma mulher, característica da época em que mulheres liam os romances e que marcou fortemente o período anterior do Romantismo. Saindo de uma visão Romântica e imaginária da vida, o Realismo aborda a realidade nua e crua, mostrando aspectos conceituais do ser humano. É por isso que o fim de Dom Casmurro, na solidão e entregue à amargura da vida, contraria o grande público.

Traiu ou não Capitu? Um dilema nunca resolvido. Todo o debate promoveu um passeio pela história por meio da literatura. Queiram ensinar a história de um país e comecem pela literatura. Os resultados alcançados com os alunos do cursinho, para aqueles que persistem e investem na busca de seus objetivos, têm mostrado que os esforços valem a pena. Uma educação democrática, aberta ao diálogo e que no caso em questão, promove um domínio e reflexão maiores da linguagem verbal e não verbal humana, pré requisito para concursos, vestibulares, carreira profissional e enfim, para  a vida.

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