relacionamento

Diante da necessidade de responder a essa pergunta, fiz até uma pesquisa pela internet e é possível perceber que os pilares que sustentam uma relação variam muito de acordo com diversas perspectivas. Um relacionamento heterossexual pode ter pilares diferentes do relacionamento homossexual. Agora, quando se trata de relacionamento social ou relacionamento de amizade em que não haja envolvimento afetivo e sexual, os pilares podem parecer os mesmos.

Qualquer relacionamento – seja ele afetivo-sexual ou de amizade e social – só se sustenta na confiança mútua. Os dois envolvidos na relação precisam confiar um no outro e estarem abertos a adentrar universos. Relacionar-se é perceber que não estamos diante de um espelho com alguém totalmente igual a nós, mas estamos diante de seres semelhantes ou totalmente diferentes de nós e isso pode dar certo ou não. Então é preciso começar a desvendar este universo do outro e por isso um segundo pilar para qualquer relacionamento frutificar-se é o exercício da alteridade. Alteridade vem de alter, de onde deriva a palavra alternativa e se relaciona com diferenças. É se colocar no lugar do outro e viver com as diferenças.

Mas voltemos para o relacionamento afetivo e sexual, o que não quer dizer que muitas características também não façam parte dos relacionamentos como um todo. Comunicação é o pilar que sustenta todos os demais. Não é possível desenvolver um relacionamento se não há comunicação entre as partes e o relacionamento pode ficar prejudicado se essa comunicação for falha ou dificultosa.

Vou colocar apenas cinco pilares e o segundo é o exercício da afetividade que engloba a sexualidade, troca de carinhos, curtir momentos a dois e fazer atividades juntos. A partir do momento que duas pessoas se comunicam, trocam ou têm a vontade de trocar afetos e, então, vem o terceiro pilar, que é a convivência, quando elas convivem então estão tendo um relacionamento: namoro? Casamento? As possibilidades no mundo atual são várias.

O quarto pilar é o respeito. A partir do momento em que convivem e que firmaram um “contrato” de relacionamento, seja do tipo que for, é preciso o respeito de ambas as partes, o respeito às diferenças, o respeito à vontade de cada um. Sem respeito qualquer relacionamento tende à violência, à imposição, às normatividades e à manutenção de um status quo.

E o quinto, por fim, é a administração de conflitos. Relacionar exige então conviver com os erros dos outros e os dois juntos desenvolver o aprendizado, a evolução para que busquem conhecer-se, envolver-se e quando surgirem as crises, se este quinto pilar estiver ativado, elas não derrubarão o relacionamento, pois, alicerçados em todos os demais pilares, conseguirão desenvolver este e manter uma vida de amizade, afeto e reciprocidade.

É difícil criar receitas e fórmulas prontas para um relacionamento. O que funciona para o casal ao lado pode não funcionar no meu relacionamento. Essas são algumas reflexões que devem partir de cada um para que busque uma vida social e afetiva equilibrada e cheia de emoções saudáveis para que possa no conhecer a si e ao outro, amar e exercer o desejo, a busca, a conquista, o afeto, enfim, o relacionar-se.

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