LULA DEZ DEDEOS PARA DILMA

O ódio é o sentimento mais perverso e menos humano que existe. Definem os dicionários como um “sentimento de profunda inimizade, paixão que conduz ao mal que se faz ou se deseja a outrem”. Nem é preciso colocar o ódio como a ação, a prática em si, mas desejar o mal a outrem já é um comportamento odioso. Muitos envergam aquele discurso: não desejo nada de mal, mas… O que nos chama a atenção é que o ódio está impregnando na sociedade do século XXI. Era do politicamente correto, mas ao excesso, do elitismo, do dogmatismo e das camadas cada vez menores e mais favorecidas.

O ódio se dissemina com forte veemência nas redes sociais. A frase “bandido bom é bandido morto” é o coroamento do discurso do ódio. Nos dias atuais as manchetes trazem o caso de Ana Carolina Jatobá, acusada e condenada de ter matado a enteada. Muitos questionam por que ela terá o direito de passar para o regime semi-aberto. Não quero defender bandido, não é isso. Mas o regime semi-aberto dentro das condições nas quais se encontram Ana Jatobá, não é um direito? Por que negá-lo? As cadeias formam seres humanos? Se esse regime for acompanhando de um bom suporte para que haja a efetiva recuperação do criminoso não seria mais viável?

A dignidade, por sua vez, é a “maneira de se comportar que incita respeito”. Vem acrescida da ótica cristã em fazer aos outros o que gostaríamos que fizesse a nós mesmos. Se fosse você que estivesse numa cadeia gostaria de ser tratado com ódio mortal? Por que virou bandido deixou de ser homem e virou animal? Outro grande discurso do ódio é confundir direitos humanos com proteção ao criminoso. Para os crimes existem leis para combatê-los e puni-los, para os homens existem sim, direitos humanos.

Para finalizar muito me chamou a atenção o discurso do ódio ao ex-presidente Lula após ser condenado a 9 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro. Circulou na internet fotos do presidente com suas duas mãos levantadas e seus nove dedos, já que ele possui um dedo mínimo amputado e os dizeres de que a punição condizia com o número de dedos que ele tem em mãos. Impera aí uma ideologia do ódio e a banalização e falta de respeito ao ser humano, quando sujeitos empoderados usam do sarcasmo e da ironia para punir com ódio e não com dignidade.

Esses discursos se reproduzem e repercutem em práticas cada vez mais violentas seja nos dizeres, nas ações ou na sociedade que se presentifica por meio do ódio contrário à dignidade. A pessoa não vale mais nada e o que vale são lutas ferozes de animais e rinha de galos, estupefatos de ignorância, pobreza intelectual e sem nenhum senso moral e ético.

Crédito da Foto: http://www.militar.com.br/blog36743-Condenacao-de-Lula-na-Lava-Jato-da-para-contar-nos-dedos

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