Em 2016, o tema da Redação do ENEM foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Entre as redações nota mil encontradas na internet, muitas apresentam frases de pensadores como Sócrates, Imanuel Kant e até Paulo Freire. Não sei se citar grandes pensadores é uma estratégia muito boa, mas tiraram mil, né? Pensando nisso desenvolvi a minha própria redação sobre a temática, que está longe de ser uma nota excelent,e mas procurei desenvolver a argumentação e a proposta de intervenção condizente com a realidade sócio-cultural do Brasil e que respeite os direitos humanos.

Ecumenismo que não seja só discurso

O povo brasileiro é um povo de fé. Mas cada um vive e pratica sua fé de maneira diversificada. Devido a crimes e ofensas verbais e físicas contra praticantes de religiões que não fazem parte do rito Católico, colocam em discussão a questão da intolerância religiosa.

O Brasil tem como religião predominante o Catolicismo, mas no século XXI se confirma e se fortalece a abertura para outros credos. As religiões que mais sofrem preconceitos são as de matriz africana como a umbanda e o candomblé. A intolerância religiosa acontece no Brasil a partir de sua colonização com a imposição aos indígenas do catolicismo, negando-lhes sua cultura. Porém, com o advento da internet, o problema torna-se ainda mais disseminado e explícito com publicações de comentários preconceituosos nas redes sociais sobre a crença de determinados grupos.

Cultura e filosofia se mesclam na perspectiva da intolerância religiosa. A laicidade do Estado é algo polêmico visto uma bancada evangélica no Congresso que faz o trabalho legislativo pautar-se em seus interesses religiosos e ainda o calendário brasileiro pautado nas festas católicas.

A liberdade de culto começa com o conhecimento deles. A mídia e a escola devem colaborar neste conhecimento, mas são as religiões predominantes como a Católica e os Evangélicos que devem promover um ecumenismo de fato e não apenas discursivo! A Igreja Católica deve se abrir para dialogar e manter uma linha de pensamento conjunto com outros credos. Já vivemos uma realidade em que o que muda é a forma de manifestar a fé, mas os princípios básicos – fazer o bem e buscar a evolução moral e espiritual do ser humano – são os mesmos. Salvaguardadas as diferenças doutrinárias, o combate à intolerância começa dentro das igrejas.

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