O título deste texto também está presente na canção “Pais e Filhos”, grande sucesso da Legião Urbana no final da década de 1980. Nos Estados Unidos é comum que ao fazer 18 anos o filho saia de casa e constitua o seu próprio lar morando sozinho, independente dos pais. No Brasil, esse costume também já é bastante evidente, principalmente nas grandes cidades. Nas pequenas, contudo, isso talvez ainda não seja tão comum. E é o meu caso. Moro com meus pais e uma irmã. Moro em família.

Muitas pessoas acham um absurdo uma pessoa de 31 anos morar de baixo da asinha da mamãe. A mãe cozinha e até arruma a cama em algumas vezes. Outras, mais tradicionalistas, torcem o nariz para esta ideia do jovem solteiro morar sozinho. Parece ser coisa de gente safada que quer ter um local reservado para vocês sabem para que né?

Discordo das duas opiniões. Acho que cada pessoa é única e que há momento para tudo. Já pensei em alguns momentos em morar sozinho. Mas isso não seria difícil só para mim. Para os meus pais também, principalmente, para minha mãe que é muito apegada em mim. Também não estou preparado financeiramente nem psiquicamente para enfrentar a batalha da administração do próprio lar. Quem sabe um dia…

Viver em família pode ter seus pontos negativos sim. Essa questão da privacidade realmente, ela é um pouco menor. Às vezes, nos acomodamos, já que tem a mãe para fazer tudo, e não lavamos nem um copo sequer. Coisa de gente folgado! Porém, viver em família é o máximo quando compartilhamos diversos momentos juntos: assistimos TV, fazemos nossas refeições juntos… Eu desejo a minha família a todos vocês.

Eu moro com meus pais e você? Cada um mora com quem quiser. Tem gente que mora com tio, avós, namorada, etc e etc… Questão de costume ou questão de escolha pessoal. A organização da sociedade e da vida em coletividade passa por diversas características em que, quando falamos e problematizamos essas questões, estamos também buscando a nossa qualidade de vida. Assim, vamos vivendo “Pais e Filhos” na constante construção do homem de bem. Todo mundo tem pais, todo mundo é filho de alguém… Esses papéis são inevitáveis, as formas como eles são exercidos é que mudam. Por isso: “eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar; eu moro na rua, não tenho ninguém; já morei em tanta casa que nem me lembro mais, eu moro com meus pais!”

Anúncios