Tenho lido e estudado o Livro do Eclesiástico, escrito por Jesus Ben Sirac, há cerca de 300 anos antes de Cristo. Nele há alguns preceitos para uma vida reta e feliz. Percebo que, independente de denominação religiosa, a espiritualidade Cristã é exercida da mesma forma entre o que me foi transferido outro dia em uma palestra pelas redes sociais: Amar, Trabalhar, Perdoar e Esperar… Esses verbos de ação da ótica Cristã é um jeito novo e menos místico talvez de expressar as três virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. Todas as três estão ligadas ao primeiro verbo que é o Amar. Porém, algumas mais.

Ter fé é amar um Deus supremo. Praticar a caridade também é amar. Mas fazer o bem ao próximo é também trabalhar, nunca estagnarmos e buscarmos a evolução de nós mesmos pelo estudo, conhecimento e ação e transmitindo tudo isso aos nossos irmãos. Perdoar é a forma de amar mais necessária e mais sublime. O perdão nasce da convivência entre os homens. Por isso o verbo é colocado depois de trabalhar. Pois, na vivência, na ação do dia a dia, surgem desavenças, ofensas e mágoas, quando, então, surge a necessidade do perdão.

E por fim a virtude que nos coloca na nossa condição de seres imortais espiritualmente e mortais no corpo físico: a esperança do verbo esperar. É preciso deixar a sabedoria divina agir em nós. E quando somos atormentados e muitas vezes descrentes, desesperançosos, precisamos saber esperar a natureza divina, a energia vital do cosmos, agir em nós, para que possamos assim sentir a tranquilidade e a serenidade da vivência do amor fraterno, solidário e caritativo.

Pensemos nisso tudo e nos unamos longe de dogmatismos ou de ortodoxias que não deixam que todas as acepções filosóficas e religiosas deem as mãos e possam executar a proposta de crescimento de todos nós.

Anúncios