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Nunca fui muito de assistir a séries, e quando se diz séries, logo se pensa nas séries americanas. Sempre ouvia as pessoas falando que passaram uma tarde inteira assistindo a uma temporada e comecei a perceber um certo fascínio nelas. Resolvi me arriscar! E comecei com Stranger Things, uma série bem recente, lançada em julho ou agosto deste ano no Netflix.

Confesso que a experiência foi boa. Assistir séries é bem legal, pois você pode ver um episódio por dia, ou pode ver tudo de uma vez também. Eu prefiro a primeira opção.

Mas o que pensar de Stranger Things? Coisas realmente estranhas acontecem nesta série. O enredo gira em torno do sumiço de Will, que vem sucedido de várias situações inusitadas. Aparece então uma estanha menina de cabelos raspados que teria superpoderes mentais e que, no final das contas, teria sido vítima de uma experiência laboratorial com humanos, em que agentes do governo americano fazem experiências de telecinesia, telepatia etc… com o intuito, é claro, de proteção do território e defesa.

A série me chamou a atenção, porque é realmente uma viagem na maionese, vista superficialmente. Julgamento este que só pode fazer quem não está acostumado com o gênero da ficção-científica. Porém, surpreende porque levando em consideração o famoso ditado “há mais coisas entre o céu e a terra…”, desperta nosso olhar para a capacidade mental. Além de tudo isso, é também um gênero do entretenimento e tem como objetivo essencial prender o telespectador. Os três garotos – são quatro com o Will, mas como ele está desaparecido quem age o tempo todo na série são os três, Dustin, Mike e Lucas – são incríveis. A ironia do personagem Dustin com sua banguela dá uma leveza ao suspense.

Não é uma série em que o objetivo é amedrontar e gerar pânico. Há sim a emotividade, a euforia de sentimentos, de medo e pavor que geram o suspense, mas tudo em doses homeopáticas. Não sei se será assim nas próximas temporadas, creio que esse teor deva aumentar. O final, é claro, é interessante, mas deixa a desejar, o que é explicável por ser uma série e que os ânimos dos telespectadores poderão ser supridos com as próximas temporadas.

A minha crítica, para um estreante de séries, recai sobre o fato de que as elas perdem a aura e perdem a complexidade de um filme de longa-metragem e são produtos essencialmente para a venda e que fomentam bilhões e bilhões no mercado do entretenimento. Ressalvo, entretanto, que o non-sense, a catarse e a explosão de sentidos fazem parte do viés literário, da leitura (digo leitura num sentido amplo) por prazer. Assim, nem tudo é pra ter sentido. Ou tudo tem vários sentidos. É possível aprender com tudo, ou se divertir com tudo, quem disse que estamos aqui só para aprender?

Uma coisa é certa: estou louco para ver as próximas temporadas! Que elas venham!

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