Grande dificuldade para alguns homossexuais, além da aceitação própria, é a aceitação da família. Muitas vezes a questão nem é o fato de ser aceito ou não pelos familiares, mas da convivência em que pode haver problemas. Para aqueles, principalmente jovens, que estão no processo de comunicar à família a assunção da identidade homossexual para suas vidas, eu diria que é preciso um pouco de cautela. Cada família tem sua organização própria e os pais, principalmente, podem ser advindos de uma geração em que a homossexualidade era um escândalo e tratada com muita ignorância.

Portanto, eu diria para aqueles que querem contar aos seus pais que é homossexual, que prepare o terreno, não chegue com a notícia em um prato em uma bandeja. Converse, dialogue, procure saber a opinião de seus pais sobre outros homossexuais e quando se sentir seguro, conte.

Destaco, entretanto que, em toda família que existe o amor e o respeito mútuo, dificilmente isso vá ser um problema. Nos lares em que o amor faz parte da convivência, o homossexual encontrará um porto seguro e se sentirá feliz tendo sido apoiado pelo seu núcleo familiar. Tem também aquela história se os pais devem aceitar ou respeitar. Eu sempre defendia que os pais respeitam e jamais aceitam. Pois a vontade dele é ver o filho hétero e casado com uma mulher (no caso dos homossexuais masculinos). Mas isso está mudando. Muitas vezes quando os pais passam a ver que o filho está bem, está feliz e está construindo relacionamentos sólidos, a aceitação vem de imediato. Infelizmente, os pais ainda se preocupam (e precisam se preocupar), pois o mundo ainda é muito preconceituoso. Mesmo com a maior liberdade e a revolução sexual o homossexual ainda é discriminado.

Numa família o que pode acontecer, ainda mais se a família for grande, é alguns aceitarem e outros não. Muitas vezes homossexuais masculinos têm dificuldades com irmãos do mesmo sexo. Outras vezes, entretanto, são os irmãos de mesmo sexo é que apoiam e os do sexo oposto não. Ou seja, essa aceitação e respeito vai do íntimo de cada um. O que podemos procurar observar e desenvolver em nossas famílias é que aqueles que são educados para a vivência com a diversidade e a alteridade sempre amará o próximo por suas qualidades em um conjunto e não apenas por mera orientação sexual. Sejamos felizes! Abraço carinhoso!

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