As condições materiais das pessoas têm melhorado muito. É claro que ainda temos no mundo zonas de intensa pobreza. Em muitos lugares, porém, uma melhoria da qualidade de vida em termos materiais tem ocorrido. A felicidade é quase sempre associada ao bem-estar material. O que percebemos então é que não basta suprir apenas o material, é preciso suprir o espiritual.

Quando digo o espiritual, não estou dizendo do ritualismo. É bonito de ver a fé das pessoas, principalmente nos dias de festas, como hoje é comemorado o dia de Nossa Senhora Aparecida e a cidade está toda num foguetório só. Manifestar a fé é bom. Vivê-la firmemente é melhor ainda. Não critico essa devoção. Mas a fé autêntica exige transformação. A dificuldade que temos é que queremos melhorar nosso interior, melhorando nosso exterior. Coloco nas coisas materiais a esperança de ser feliz.

Na simplicidade da vida é que está a alegria da paz consigo. Quanto mais simplificamos, já disse isso aqui em outras oportunidades, mais fácil é de estarmos em um estado de graça. Muitas vezes queremos abreviar os caminhos e ter as melhores condições de modo fácil e rápido. Alcançar este estado de graça que cito não é simples. É preciso esforço e empenho. A busca do conhecimento também não é nada fácil. Aprender é árduo. Exige o sacrifício de abrir mão de algumas coisas, para que se busque a sabedoria.

Em pleno século XXI já alcançamos desenvolvimento material suficiente para suprir muito além de nossas necessidades básicas. Precisamos de muito pouco para viver. Todo desenvolvimento que vier de agora em diante é em acréscimo. O século XXI tem necessidade de ser um século do espírito, no qual aprendamos a amar. Repito que: não adianta suprir apenas o material é preciso suprir o espiritual.

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