“Chega pra cá, me dá um beijo, vê se assim me cala, deixa pra lá, e dá um jeito de ficar no clima. Chega pra cá, me dá um beijo bora ver no que dá”. Romântica, despojada, alegre, divertida, suave… Quando Felipe Grilo postou um cover de “Chega pra cá”, de Tiago Iorc, foi que pude parar ouvir e degustar algo desse cantor jovem e talentoso.

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Pra mim ele é a esperança na música brasileira. São letras lindas, recheadas de sensibilidade e gostosas de ouvir. Despercebido na grande mídia, Tiago começa agora a despontar no cenário musical nacional e internacional, mas já não é de hoje que vem fazendo sucesso. Eu apenas que não o conhecia? Não sei! “Troco Likes” é o seu CD com músicas somente em português. Sim, no início Iorc cantava em inglês, pois morou quando criança e adolescente nos Estados Unidos e na Inglaterra. Mas mostrou que tem talento e dá um show com suas composições in portuguese.

Ah, quase ninguém vê. Quanto mais o tempo passa, mais aumenta a graça em te viver, êh…

Ah, e sai sem eu dizer. Tem mais do que te mostro, Não escondo quanto gosto de você, êh iêh êh…”. Sua músicas parecem enaltecer a figura da mulher, ou do parceiro amoroso, vistos de uma forma sublime especial e não nos arroubos de sexualidade exacerbada e pouco compromisso comuns na música brasileira. A canção “Coisa Linda”, foi uma homenagem a Isabelle Drummond sua ex-namorada. Diz assim: “Linda do jeito que é, da cabeça ao pé, do jeitinho que for… É, e só de pensar, sei que já vou estar, morrendo de amor, de amor. Coisa linda… Vou pronde você está, não precisa nem chamar. Coisa linda… Vou pronde você está”. Brinca ainda com a linguagem na sua oralidade – quando usa termo “vou pronde”, “bora” – jovialidade, leveza… A linguagem nem sempre precisa da sua rigidez e da formalidade para expressar. Expressamos do nosso jeito. E o jeito de Tiago Iorc é um jeito que mexeu comigo, e espero que com você também, porque é gostoso de ouvir, a letra é prazerosa e fala de coisas boas. Assim, Tiago Iorc é minha esperança na música brasileira. Temos boa música! Temos música e não experiências sonoras vendáveis que vivem aparecendo por aí.