O programa Roda Viva da segunda-feira (18) recebeu como entrevistado o deputado Rodrigo Maia que venceu para a Presidência da Câmara dos Deputados. A impressão que tenho é que vivemos uma política a se esquivar. Ele se esquivou o tempo todo. Não pode tecer comentários sobre o Cunha, falas vazias porque tem o rabo preso.

“Como vocês elegeram um bandido para a presidência da Câmara? Porque é isso que o Cunha é”, foi lhe pergutando. Esquivou-se. “Ele pode ter sim, cometido seus erros, mas até um certo momento soube presidir e dar equilíbrio à Câmara”.

São poucos os momentos em que me arrisco a falar de política. Desta vez criei coragem e resolvi falar porque ouvir a opinião de um presidente da casa legislativa de que é a favor do financiamento empresarial de campanha é o fim da picada. Ao discorrer sobre o assunto Rodrigo Maia disse que sem o financiamento empresarial chegará um momento que não terá de onde tirar dinheiro para financiar as campanhas, sendo por isso maiores chances de caixa 2. Respondi comigo mesmo, querendo que ele ouvisse (num arroubo de ilusão): tire do seu bolso! Para que campanhas políticas de eleições tão estrondosas, com tantas mídias, tantos artefatos? Podem me dizer? O processo político no Brasil já começa errado nas eleições. Tempo diferente no horário eleitoral para os candidatos. Um absurdo. Isso que é democracia? A eleição se torna um espetáculo. Há políticos em nossa cidade que nunca apareceram no Facebook. Não gostavam mesmo da rede social. Agora porque está próximo das eleições disparou a postar fotos de visitas em eventos sociais.

Rodrigo Maia – esse nome me dá até arrepio, porque esse sobrenome em minha cidade foi um nome muito conturbado na política – é do tipo político simpaticão! Fala bem, é garboso ao falar, sabe responder sem se alterar, mesmo quando colocado na parede! Ah este tipo é bacana! Agora quando a pessoa é sensível, não consegue não se emocionar em suas falas e às vezes fala sem pensar, falando asneiras, ela é péssima administradora do país. Prefiro mais conviver com as peculiaridades humanas, do que com a empáfia e a prepotência e a dar créditos a essa corja que conduz nosso país.

A política brasileira está a se esquivar. Aqueles que estão no comando sabem e participam dos crimes, da corrupção, mas se esquivam, sobem para cargos ainda mais importantes, mas fazem vista grossa e com isso nossa política se suja cada vez mais e se mantém da forma como sempre foi. Na entrevista, o apresentador Augusto Nunes citou uma frase de Ulysses Guimarães algo como “que a partir daquele momento a Casa só tenderia a piorar”. Parecia uma profecia, mas ultimamente a coisa está difícil. E o poder legislativo é de extrema importância para os rumos do país. Aguardemos o que será de nós.