Tenho percebido um discurso contrário aos laços familiares no sentido de família tradicional. Recentemente, escrevi sobre os variados tipos de família, sobre a mudança no conceito de família (https://danvizi.wordpress.com/2015/05/19/familia-e-familia-ah-familia/). Como eu moro com a minha – pai, mãe e irmã – sempre há aquele discurso de que é preciso sair de casa, ter o seu próprio lar, ser independente.

Ao mesmo tempo vejo no meu ambiente de trabalho que a maioria do pessoal que vem de fora sempre pede transferência para a cidade onde estão seus familiares. Então, estou otimista, pois no fundo, todos se voltam à família.

Pode mudar o jeito de ser, pode buscar a tão sonhada independência, mas a família é sempre a fonte tranquila que nos dá segurança. O mundo está carente de afetividade. Busca-se muito e às vezes encontra-se tão pouco. Quanto mais simplicidade e quanto mais olharmos as coisas com os olhos do coração, mais suave e mais gostosa fica a vida. Às vezes, carreira profissional importante, ganhar muito dinheiro não compensa, quando só encontramos a paz naquelas mínimas coisas, nos gestos mais simples e nas atitudes singelas.

A valorização da família precisa ser resgatada. Precisamos falar mais sobre o tema. E eu, sempre que tiver oportunidade vou falar sobre ele. Sou muito família e não tenho vergonha de dizer. Ainda estou sob as asas de minha mãe meus pais. E daí? Feliz é poder ter um lar e poder ter pessoas que convivem conosco e nos fazem crescer.

Voltemos para os nossos. Busquemos estreitar os laços. Sei que não é fácil. É difícil. Ali se encontram muitas adversidades, pontos de vista diferentes, mas é o espaço do crescimento, onde somos nós mesmos. Não há máscaras. É no lar que mostrarmos nossa verdadeira face. E é por isso que também damos as mãos, caminhamos juntos.

Pode querer vida próspera, pode querer grandiosidade, sair, ser despojado, independente, dono do seu nariz e tal… No fundo, todos se voltam à família.

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