Continuando a série sobre Vivências Espirituais… Há um tópico de um capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo com o mesmo título deste texto: O suicídio e a loucura.

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Qual o destino de um suicida? O que lhe aguarda depois da morte? Por que as pessoas comentem o suicídio?

O livro “Memórias de um suicida”, assinado pelo espírito Camilo Cândido Botelho, que sabemos ser o pseudônimo do escritor português Camilo Castelo Branco na psicografia de Yvonne Amaral Pereira, é uma boa leitura para descobrirmos estas respostas.

O suicídio é a maior infração cometida contra as leis da natureza. A vida nos é dada por Deus e por ele deve ser tirada. Ao passo que é um crime, aquele que o comete terá que pagar por ele. Há uma lei de ação e reação, causa e efeito. O espírito leva para além-túmulo aquilo que ele foi na presente existência. Assim, leva também suas dores, seus sentimentos. Um suicida levará a dor da sua causa-morte.

O destino de um suicida é incerto. O que sabemos é que há agravantes e atenuantes. Aquilo de bom que o espírito fez em vida é contado a seu favor. As situações vividas na memória perispiritual serão fortes e densas e haverá momentos de grandes dores e abalos que podem durar anos, séculos, milênios ou podem ser reduzidos a meses. Depende da aceitação que passa a ter o espírito da sua condição infeliz e de que em uma nova experiência carnal trará traços desse ato criminoso que cometeu. Se bebeu veneno e agrediu no períspirito o aparelho digestivo, poderá vir mudo (se atingiu também as cordas vocais), poderá vir com sérios problemas de digestão. Se deu um tiro na cabeça poderá vir com problemas mentais e neurológicos. Contudo nada é certo aos olhos humanos, diante da providência divina. No mundo de regeneração que estamos no limiar de começar a vivermos, é preciso pagar o mal com o bem. É preciso prestar a caridade e assistência social como expiação de nossas faltas. É muito melhor pagar os erros construindo do que se destruindo. Não é regra, digamos, e deixemos bem claro.

O que lhe aguarda depois da morte não sabemos com certeza, mas sabemos com toda certeza de que é preciso oração, preces, endereçamento ao espírito, porque todo pensamento bom e sincero gera faíscas de luzes que podem abrandar o seu coração. Todos os dias devermos orar pelas almas infelizes dos suicidas ou por aqueles que estão pensando em cometer tal ato, pois é possível reverter.

O suicídio ainda é muito presente na sociedade porque há a falta da busca de tentar compreender e sentir Deus. Há um materialismo exacerbado que coloca a morte como o fim de tudo. Acaba-se uma existência achando que com isso nada há depois da morte e que se resolverá todos os problemas: dívidas, depressões, angústias, vícios…  E o que acontece são problemas maiores buscados com as próprias mãos.

Oremos! A vida é a vida! Bela, alegria do viver e oportunidade da encarnação que o Criador nos deu. Valorizamo-la. E quando pensamentos suicidas nos vierem, elevemos a Deus uma prece e peçamos a presença de nossos mentores que nos acalentem nossos corações.

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