ICONOGRAFIAS DO BEM

Trago aqui mais uma edição da série Iconografias do Bem, que surgiu no ano passado e teve apenas um único número. A partir de hoje dou prosseguimento à série que é rica e bela pelas imagens, a princípio de pessoas que fizeram o bem, que trago. Para relembrar, a ideia surgiu a partir dos textos que vimos discutindo sobre a questão da imagem, do corpo, do exibicionismo. Definida de forma geral, a iconografia é uma forma de linguagem visual que utiliza imagens para representar determinado tema. A iconografia estuda a origem e a formação das imagens. Na indústria editorial, a iconografia é a pesquisa e seleção das imagens que serão publicadas em um livro, seja como tema principal da obra ou como complemento de um texto. A pesquisa iconográfica pode enriquecer um texto sobre um período histórico com imagens de esculturas, obras arquitetônicas, quadros ou fotografias de pessoas. Portanto o objetivo desse quadro é analisar algumas imagens de pessoas e símbolos da paz para que possamos fortalecer nossos imaginários com imagens boas já que perambulam pela mídia e redes sociais imagens tristes, violentas, agressivas de todo tipo de terror. Nesta edição trazemos a imagem de Chico Xavier.

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A frase acima retrata a vivência espiritual de Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, na Terra que foi uma vivência voltada para a prática da caridade e do bem. Ao dizer que ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas pode começar agora e fazer um novo fim, o médium mineiro descreve o processo de evolução a que estamos submetidos no universo de Deus. Tudo caminha para a perfeição.

Chico Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (MG) em 2 de abril de 1910 e morreu em Uberaba (MG) em 30 de junho de 2002 quando o Brasil comemorava o pentacampeonato na Copa do Mundo de Futebol.

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Exemplo de ser humano, qualquer palavra foge às definições que podemos fazer dele. As iconografias (imagens) que aqui apresento são para serem admiradas, olhadas, contempladas e que se possa captar a paz que ela nos traz. Duas delas a figura de um Chico já idoso, um senhorzinho simples, pacato de sorriso sereno. A outra Chico com sua polêmica peruca, mais jovem, com seus óculos escuros. Nem a peruca, nem os óculos eram vaidade. Os óculos tapavam os olhos já doentes e a peruca que muitos dizem que era a única vaidade de Chico, era para cobrir feridas de uma doença que apresentava no couro cabeludo.

O livro “As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior retrata a trajetória do médium mineiro de forma eloquente e gostosa de se ler. Divertido, informativo e cheio de curiosidades da vida de Francisco. Nome melhor não poderia ter essa figura, já que este faz alusão ao emblema da caridade que tivemos na Terra e amor à natureza e aos seres de Deus que foi Francisco de Assis. Assim como aquele era o “polvorello de Assis”, em Xavier temos o “polvorello de Pedro Leopoldo e Uberaba”. Viveu modestamente com pouco.

Mais do que palavras deixemos que as imagens falem por si só. Questionado, criticado, vítima de ataques, pregou a paz, o bem, o amor e jamais prejudicou alguém. Olhemos para Chico, vejamos a escrita da bondade e ternura por meio da imagem que nos traz.

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