Começo o texto com a Oração da Serenidade, que parece foi escrita por um religioso norte-americano se não me engano: “Dai-me Senhor, serenidade para enfrentar as coisas que não posso mudar; coragem para mudar as que posso e sabedoria para poder discerni-las”.

serenity-208512837896721DBA

Tomar decisões, escolher, mudar alguma coisa em nós ou no nosso percurso… Como é difícil! Há coisas em nossa vida que não está sobre nosso controle: um acidente, uma crise mundial, algumas doenças… Há outras, porém, que precisamos mudar… Só que muitas vezes nos falta a coragem.

Decidir é ato corajoso. Costumo dizer que tudo na vida é um momento de abrir uma porta e fechar outra. Não dá para termos tudo que queremos. Quando se decide ou opta por alguma coisa, outra tem que ser deixada de lado.

Quando na oração nos pede sabedoria para poder discernir entre as coisas que podemos mudar e as que não podemos, vejo como o amadurecimento, a maturidade. A prece se chama da serenidade, justamente porque quem é sereno, calmo, tranquilo tem alto poder de resolução. Os grandes chefes de empresas e diretores, coordenadores, aqueles que estão no comando de algo geralmente possuem essa característica e se não possuem deixam o barco correr e muitas vezes são engolidos pela ressaca das marés. Vem aí a má administração.

Sem partidarismos e sem transformar o texto numa luta política, a presidente Dilma Roussef pode ter grande poder de decisão e de resolução. Pode até ser que ela não esteja serena, que seu semblante esteja conturbado e cansado diante de tantas conspirações, mas ela se mantém firme. Ela decidiu lutar.

Tomar decisão, portanto, é sempre difícil. Não sou uma pessoa boa nisso. Sempre que preciso decidir algo, sofro, perco o sono, fico remoendo vários dias e às vezes até faço as pessoas à minha volta participarem do meu dilema ajudando-me a refletir. Mas ultimamente tenho decidido com sensatez e cautela. Não me arrependo das minhas decisões. Isso é importante. Quando ficamos satisfeitos, depois de algum tempo, com aquilo pelo qual decidimos ou optamos é sinal de que estamos aprendendo a decidir e estamos buscando a serenidade que só é possível ao nos conectarmos com a espiritualidade, com o divino, com o sagrado. O universo conspira a nosso favor nos ajudando a decidir, quando a ele damos vazão e estamos conectados a ele.

A decisão precisa ser genuína, única e exclusiva do seu ator principal, ou seja, do eu, de mim mesmo. As pessoas podem ajudar, mas quando tomamos decisões pensando no que seria melhor para o outro, para nossa família, esposa, filhos etc… é grande a chance de decidirmos errados. Decidir é escolha individual. Apague-se de todos, isole-se e pense naquilo que você quer, naquilo que você almeja, mesmo que para isso contrarie algumas pessoas. Se for a escolha certa, com o tempo elas também enxergarão do modo como você enxergou desde o início.

Dai-me coragem para mudar o que eu posso: decida!