Morreu, aos 84 anos, no dia 20 de fevereiro de 2016, o semioticista italiano Umberto Eco. Famoso pela obra “O nome da Rosa”, ele nasceu em Alexandria  em 1932. Foi professor de Semiótica da Universidade de Bolonha. Uma de suas mais famosas obras é também o “Tratado Geral de Semiótica”. Mas o que é Semiótica? É a ciência que estuda os signos e os processos de significação.

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E como eu conheci Umberto Eco? Primeiramente, eu assisti ao filme “O nome da Rosa”, por meio de uma professora de História. Então já tinha ouvido falar em Eco. Quando fui fazer jornalismo, tive contatos com algumas escritas do autor sobre Semiótica e uma das professoras me emprestou um exemplar de “O nome da Rosa”. Fiz a leitura, que é uma leitura difícil, porém uma das melhores que já fiz. O livro é um dos mais bem escritos que já li.

A obra trata de uma sequência de assassinatos acontecidos num mosteiro. Cheia de mistério e sensualidade, colocando em debates dogmas da Igreja Católica, Eco aborda a questão da leitura, do poder e do saber como mecanismo de libertação ou aprisionamento. A narrativa é escrita seguindo as horas litúrgicas: as vésperas, as completas e assim por diante. É fabuloso. Não vou contar aqui o que causava a morte dos padres beneditinos no convento, mas tem a ver com algum livro proibido. Instigo assim a leitura e deixo aqui a sinopse: Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano italiano, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias, conduz uma narrativa violenta…

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Depois conheci mais dois livros “A misteriosa chama da Rainha Loana” que é um romance sobre Semiótica e “O Pêndulo de Foucault”, este último considerado por Eco como um dos seus melhores livros. Apenas conheci os títulos na verdade, ainda não os li integralmente, mas parece que o conteúdo é fascinante.

Fiquei triste com o depoimento do autor de que “a Internet colaborou para que milhões de imbecis falassem”. Os imbecis não são imbecis porque querem. Há toda uma conjuntura que nos faz ter a cultura alienante que temos, contextos sócio-histórico-sociais. E também nem sempre a cultura erudita é a melhor que se pode ter. No conhecimento da cultura popular podemos ter uma gama enorme de aprendizado. Mesmo assim a voz de Umberto Eco ressoa agora em todos os cantos e seus escritos são legados para a construção cultural e o estudo com primazia.

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