Tudo aquilo que escrevo tem o objetivo de colocar para fora uma pulga de ideia que se passou em minha cabeça. Tem também o objetivo de chegar às pessoas e compartilhar, comunicar, porque assim me marco e sou o que sou.

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No texto de hoje, a percepção do tempo e também a convenção do tempo. Nós, simples mortais, precisamos de uma demarcação de tempo e espaço. Por isso o “onde” e o “quando” são referências na nossa presença no mundo. Em jornalismo temos 6 elementos do famoso lead ou lide, o primeiro parágrafo da matéria: O que, Quem, Onde, Quando, Como e Por quê. Hoje, o que nos inspira é o quando, mas poderíamos dizer que estes elementos fazem parte de um processo de autopsicanálise para observarmos os trajetos do nosso viver.

O tempo é uma convenção. Por que quinta-feira tem que se chamar assim? Por que fevereiro tem 28 dias e de quatro em quatro anos tem 29? Como eu sei que hoje é sábado e amanhã é domingo? O tempo não existe materializado. É algo virtual. Não há prova material de que segunda-feira é segunda-feira e é 30 do mês tal, do ano tal, do século tal. Marcamos o tempo pela nossa atividade rotineira: segunda eu começo a trabalhar, no domingo tem feira, tem missa etc…

A cada ano, o tempo passa mais depressa. Não é o tempo, é a percepção que mudou. Estamos imersos a cada dia mais em novas atividades e muitas atividades, correria sem limites. Respiremos mais… Curtamos mais o tempo de cada coisa.

Descrevi aqui uma ideia que se passou em minha mente: que o tempo é virtual, é uma convenção e que ele se marca através de nossas atividades e nossos gestos. Com isso espero poder compreender o tempo de cada coisa, ser mais leve, ser mais flexível, aberto a todo tipo de transformação. “És o senhor do destino”, diz a canção. É o tempo, elemento virtual que nos faz ser reais, a marcar nossa trajetória aqui e agora.

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