Apresento neste texto o livro “Homens, mulheres e filhos”, de Chad Kultgen e o filme homônimo dirigido por Jason Reitman e faço uma relação com acontecimentos recentes tomando por base o caso Fabíola e sua puladinha de cerca no motel com o melhor amigo do marido.

men-w

Conheci esta obra por meio de uma amiga acadêmica quando conversávamos sobre os relacionamentos na modernidade. Ela me falou que tinha visto o filme. Como não achei de imediato o DVD, comprei o livro e li a história e só agora vi o formato cinematográfico que traz no elenco Adam Sandler, Jennifer Garner e Ansel Elgort (este do filme A Culpa é das Estrelas).

O enredo se pauta nos relacionamentos afetivos e sexuais na era de intensa propagação tecnológica. A história se passa por meio de alguns eixos, a maioria dos quais formados por casais. O filme começa com o personagem Don em frente ao computador procurando filmes pornográficos e se masturbando. Depois disso é apresentada a família dele com sua esposa, com quem o relacionamento esfriou e os filhos sendo um deles viciado em pornografia pesada. Este chegou a tal ponto que não consegue mais se relacionar com garotas reais o que é demonstrado na cena em que Hana uma outra personagem seduz o garoto e ele não consegue transar com ela, ou seja, ele brocha.

Hana é outro caso sério. Filha de uma ex-candidata ao estrelato de Hoolywood, segue a mesma carreira da mãe, só que é muito erotizada e a mãe colabora para isso fazendo um site com imagens picantes da filha.

O desfecho de Don e sua mulher é traumático. Ele contrata prostitutas e ela passa a ter um relacionamento extraconjugal.

homens-mulheres-e-filhos-poster-nacional

Mas a trama se fortalece em torno de Tim e sua pretendente a namorada. A mãe dela vasculha toda a sua rede social e seu acesso à internet e até mantém um grupo de pais preocupados em protegerem seus filhos das garras da web. Tim desistiu de jogar no time de futebol americano e era o melhor da escola, era quem salvava a equipe. Ele agora está viciado em um jogo de RPG pela internet, uma forma de suprir a carência da mãe que abandonou o pai e foi morar com outro homem na Califórnia.

Depois de todo rebuliço, de muita provocação sexualizante, o filme acaba com as tramas todas desfeitas e com todos os casais e pessoas voltando para si mesmos. Traz uma mensagem importante e interessante que no livro é bastante baseada numa visão crítica e da Sociologia. Ele mostra que o ser humano é único e o mesmo desde que apareceu na Terra. Mostra que a tecnologia vem dispersar e trazer à tona um inconsciente dominado por fantasias, desejos e traumas. Abre-se com os aparatos tecnológicos uma possibilidade de aparecer o sujeito que gostaríamos de ser. O que complica é que muitas vezes esse sujeito é disfórico e é construído baseado em amarras sociais e tendências que não necessariamente retratam o desejo genuíno do ser. Os Homens, as Mulheres e seus Filhos caminham juntos. Todo Homem e toda Mulher tem uma marca que agora é mostrada nas telas dos dispositivos digitais. Qual homem ou qual mulher eu quero ser? Assistindo ao filme refletimos nisso e percebemos aquilo que estamos vivendo procurando seguir o curso ou se é possível transformar esse curso. Ainda é tempo!