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Natal e Ano Novo… Os dias estão a cada dia mais curtos, mais rápidos. A percepção do tempo está muito diferente. Acho que é isso, pois o mecanismo de rotação e translação da Terra é o mesmo. Nesta época do ano parece que a correria aumenta. As ruas ficam agitadas em questão de trânsito, as lojas ganham mais movimento, busca-se presentes, carnes, castanhas, comes e muitos bebes…

Para escrever esse texto busquei arquivos e examinei as minhas publicações em redes sociais. E encontrei esta: “Morrer é deixar o humano que somos estagnado para vivermos a matéria exterior que nos tange”, de minha autoria. Esta matéria exterior que nos tange é o Espírito. “Ah! Mas espírito não é matéria”, dirão os ortodoxos. Não é mesmo. Mas no grau de materialidade em que nos encontramos é difícil passar para o lado de lá e deixarmos num instante de sermos matéria. Por isso é matéria que nos tange, que manifesta nossa alma e que nos dá a nossa identidade. Nossos arquivos gravados, a mente, os registros de todas idas e vindas, quando verdadeiramente somos quem somos. Então, meu amigo, não adianta correr, não adianta presentar, porque ano que vem vai ter tudo de novo.

Peca-se nas festas de fim de ano? Como nunca! Uma época em que se é para efetivar o exercício do amor, temos uma banalização, uma degradação em que o que menos se faz é amar. Uma cantora gospel, denominada Marcela Taís, disse em uma entrevista do Programa Sem Tabus da Rede Adventista Novo Tempo, que o que falta não é amor, é amar! Concordo. Quando passamos para ação, para o verbo, a coisa fica mais séria, pois é preciso praticar para o amor acontecer. Senão ele fica no dicionário como substantivo abstrato (ou concreto?) que significa o maior dos sentimentos humanos.

Refletir sobre o que é pecado é interessante nestes momentos. Pecar é quando o ser faz algo que desagrada a Deus e que o distancia dele. É a Lei de Deus que nos direciona. Lei sábia, perfeita, que dá tempo ao tempo. Transformação. Só paramos de pecar quando não agredimos a nós mesmos nem aos outros. Os pecados têm duas vias: aqueles que agridem a nós e aqueles que agridem os outros e que se volta para nós também. Essa segunda categoria é ainda pior. Já na primeira o grande prejudicado é o Espírito e sua evolução, mas não podemos menosprezar sua gravidade, pois não adianta ser uma pessoa ótima para os outros e quando para si mesmo se é um carrasco, quando se busca as piores torpezas, os piores pensamentos para o seu registro psíquico. Acredito que pecar menos é sintonizar naquilo que promove a evolução de si e dos outros. É ajustar boas causas a bons efeitos.

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