Triste constatação. Entendo o verbo relacionar-se como “criar laços com outras pessoas”. Infelizmente a maioria das relações são sustentadas pelas regras, principalmente no que diz respeito às relações afetivas de namoro e casamento.

xadrez

Os casais sempre se baseiam em padrões e estereótipos criados que poderíamos dizer que são as regras externas do jogo. Há também as regras internas em que o interesse próprio é colocado em primeiro lugar e cria-se um embaraço muito grande, pois define-se o eu e nunca o nós. É preciso partilha. Troca. Alteridade e altruísmo.

A única regra que pode e deve reger qualquer relação é o amor. Digo amor e não paixão. Não posse. O verdadeiro amor liberta. Há uma música do cantor espiritualista Plínio Oliveira que diz assim: “O que a gente chama de amor é paixão, Por isso não é de se estranhar que haja tanta desilusão”.

Acho que resume tudo. O materialismo está acometendo as relações interpessoais e o que se quer é carne. Diz-se que ama, casa-se e na primeira dificuldade quer jogar o tapete. O amor só nasce a partir do autoconhecimento e, em seguida, do conhecimento do outro.

Que as relações não sejam mantidas pelas regras. Mas é um caminho difícil. Convido à reflexão e interiorização e, principalmente, à espiritualização em vida, antes de morrermos. Digo isso para que se acabem os sofrimentos.

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