headache

Primeiramente eu iria falar apenas sobre o estresse. A palavra vem do inglês “stress” que tem várias acepções num significado de “pressão”. Mas o que estresse tem a ver com carência? Também não sei, mas nos permite fazer relações.

Eu ando nervoso. Hoje mesmo ao sair de casa, gritei com minha mãe. Que coisa feia. Um homem de 30 anos dando chiliques! O mundo também anda estressado e nessa onda de correria, de agitação, de fala aqui, fala mais ali, vamos ficamos ESTRESSADOS! Em caixa alta para gritar com todos que estou ESTRESSADO. Credo, desse jeito ninguém mais vai me ler aqui no Espaço. Como vou poder ter leitores se ando ESTRESSADO? A vida vai nos fazendo reféns de nós mesmos e vamos nos culpando e criando ainda mais contratempos à medida que nos mantemos atônitos, preocupados, desmotivados, tristes, e a ponto de explodir, como uma panela de pressão cozinhando sem cuidado algum.

E aí é onde entro com a carência. Carência é ausência. Não do outro. Mas de si mesmo. É falta de contato com a essência divina e de nos perceber como criaturas pequenas e que precisamos nos preencher da fonte da sabedoria que emana do Todo. Uma psicóloga comentou que muitas vezes a pessoa que se sente carente pode ser outrossim a pessoa que é mais paparicada, para a qual todos voltam as atenções. Mas é preciso sempre se sentir sozinho, mesmo quando temos companhia do lado. Nunca satisfeitos. Sempre querendo mais e mais. E aí surge o estresse, vamos aportuguesar, chega de inglês por hoje. Por quê? Porque corremos, corremos, corremos… Estamos em círculo e não vamos parar. Ou vamos?

Pare um pouco, reflita essas linhas. Sejamos mais dóceis! Quero tentar ser.

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