Foi pelo vestibular da UEMG que conheci a escrita de Zuenir Ventura. É que a sua obra “Crônicas para ler na escola”, com seleções da professora Marisa Lajolo é leitura recomendada no vestibular e muitos dos meus alunos irão prestar e para isso tive que conhecer o livro para poder falar sobre ele.

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De leitura gostosa e textos leves sobre os mais variados assuntos, desde tecnologia, bullying até confissões pessoais sobre a amizade com grandes literatos, tive uma surpresa ao ler o livro. Ao mesmo tempo simples e bem produzida, a escrita de Zuenir bateu com a minha. Olhei para os textos e pensei: “o que faço em meu blog é algo semelhante”. É claro que não é com a mesma desenvoltura e qualidade de Ventura.

Com este autor, ganhei força para organizar o meu livro de crônicas que escrevo aqui no Espaço da Gente e estou planejando minuciosamente o seu lançamento no ano que vem. No texto “A dor do parto” o autor nos fala sobre a difícil tarefa de escrever e escrever sobre encomenda. Defende a tese de que não há dessas de só escrever quando se está inspirado. Escrever é um exercício diário e um trabalho como outro qualquer.

Só quem tem um espaço para escrita permanente como eu tenho este meu blog, sabe do que Zuenir está falando. Há dias em que tenho que postar para não perder a periodicidade e falo: “Meu Deus, o que vou escrever?” Ainda luto com essa “obrigação” da escrita no curso de Doutorado e nos trabalhos escolares dos cursos que faço. Então temos que colocar na mente que não há dessa de só escrever quando vier a inspiração. Pois e se ela não aparecer?

Vamos trabalhar na escrita. E agradeço a este literato por ter me dado força e fazer enxergar melhor que o que importa não é o que está escrito, mas como está e se está para o bem, está com grande missão. As palavras são como borboletas que chegam em visita a nossos leitores, onde quer que estejam, levando a graça do seu colorido, pois cada um tem um jeito de escrever e é isso que faz a diversidade linguística e literária com tantas borboletas por aí.