12002826_10203473088268119_2142899194219025618_nNo último dia 16 de setembro eu – autor deste blog – completei 30 anos, ou seja, três décadas. Em 10 anos muita coisa pode acontecer; em três décadas, que dirá então? Recebi várias mensagens de felicitações pela internet. Acredito que muitos não sabiam a questão da idade, ou, se sabiam… me imaginaram velhinho capenga e banguela! Brincadeira! Agora é esperar os cabelos brancos chegarem, pois a queda deles já começou e o aumento de peso também. Uma barriguinha saliente, já demonstra que não sou mais nenhum adolescentezinho, que a época de brincar já passou. Mas quem disse que eu não posso brincar, mesmo sendo maduro?

Lembro muito daquele texto, que se não me engano, é do Drummond, que diz que é feliz aquele que teve a ideia de cortar o tempo em pedaços. Quando a idade chega é que percebemos a importância disso: o fechar e abrir de ciclos que perpassam nossa vida. Hoje fechou-se um e outro novo começa a se abrir.

Faço por isso uma arqueologia, um arquivo daquilo que fui, daquilo que sou e quiçá daquilo que talvez poderei ser. Para facilitar o entendimento, divido essa façanha em 3 ciclos ou décadas: 1985/1995 – 1995/2005 – 2005/2015.

Nasci em 16 de setembro de 1985 e até os 3 ou 4 anos muito pouco me lembro. Nunca saí de Passos (MG). Sempre fixei residência aqui. A minha experiência como pessoa está muito ligada a minha vivência escolar ou estudantil. Assim, em 1991 comecei a cursar o jardim da infância no Colégio Imaculada Conceição, mas logo em 1992 fui transferido para o extinto Wenceslau Braz, onde também fiquei só um ano. Veio uma greve do funcionalismo público mineiro que demorava para acabar e minha mãe me transferiu para o Colégio Status. Desde então, sempre estudei em escola particular. Nosso primeiro ciclo encerra-se em 1995 quando eu estava na terceira série do ensino fundamental. Professores amáveis, trabalhos de escola cada dia mais intensos, meus contatos com a leitura – pois eu sempre pedia livros de presente para minha mãe e ela sempre me dava.

No segundo ciclo 1995/2005 são 10 anos fartos. Concluí a quarta série no Status e fui para o Objetivo de onde retornaria para o Status logo em 1998. Esse ciclo dá uma pausa em 2003 quando concluo o ensino médio e em 2005 entro para o curso de Jornalismo na FESP/UEMG.

Não imaginei que seria tão difícil falar de mim mesmo. Até agora só falei da minha trajetória de escola. Mas o que falar de mim? Sou filho de Aparecia e Écio. Vivo pacatamente e com grandes anseios. Às vezes querendo mudar o mundo, as vezes querendo mudar a mim mesmo.

Extremamente organizado, detalhista e perfeccionista… Estudioso e leitor. O conhecimento para mim é a meta de nós aqui no mundo. E este blog que hoje mantenho é um espaço desta interlocução e da elucubração de ideias, pensamentos e sentimentos e já passou por várias fases. Comecei a escrever vários blogs, ainda no jornalismo ou mesmo antes dele. Como está hoje, deve haver uns 5 anos. Vamos ter que consultar o arquivo do blog. Acho que é isso mesmo! 5 anos!

É uma forma de me marcar no mundo. E agora com três décadas de minha caminhada, quem sabe possamos pensar em livros, outros projetos para ampliar nosso apoio à construção do ser humano por meio do texto. Do tecer, tecido humano que lhe é propício na construção por meio das palavras, do ler-ouvir-escrever-sentir-poetizar e ser no mundo. Algo que tenho aprendido com o grupo Tecidos Textos, coordenado pelo Prof. Luis Henrique Novais, aqui do IFSULDEMINAS, onde atualmente trabalho.

De 2005 a 2008 graduei em jornalismo. Em 2013 terminei o mestrado. Em 2015 entrei no doutorado e ainda este ano termino a licenciatura em Letras.

Mas a vida não é só estudar. A vida é descobrir. E descobrir é estudar a si mesmo. Por isso neste texto quero agradecer aqueles que me leem e pedir um entrosamento maior e uma interatividade, que às vezes sinto falta, mas fico feliz quando sei que o espaço cumpre seu propósito, quando encontro as pessoas na rua e sou conhecido pelo blog.

Por isso, quero poder dedicar mais à escrita aqui! E conto com a força de Deus, para desbravar a cada texto escrito, uma escrita de mim, uma escrita de si, uma escrita de nós que promove a mudança do mundo.

Como este é o Espaço da Gente, e porque contar histórias é com a gente, hoje contei um pouquinho da minha e posso fazê-la mais vezes e mais intensamente, porque contar cada detalhe de 30 anos não é moleza. Vou recorrer aos meus diários pessoais. Sim, escrevo-os até hoje, pois como disse Fernando Sabino: “quando eu era menino me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, e hoje se me perguntassem eu diria: quer ser menino!” O leitor deve interagir com o autor num trânsito de escrevivência, como diz a autora Conceição Evaristo. E nessas escrevivências nossas vidas se cruzem, aqui ou acolá. Estou com vocês!

Um abraço

Danilo Vizibeli, 30 anos buscando mais 30 e além!