homo

Post simples. Tema polêmico, ou não mais! O objetivo não é falar sobre homossexualidade, porque isso já está até virando clichê na web. Nosso olhar hoje se dirige sobre a comunicação da homossexualidade ou num termo mais clean a “mídia gay”.

Até meados da década de 1990 os gays eram excluídos da sociedade e colocados em guetos e quando se noticiava algo a respeito da homossexualidade, as notícias, geralmente, enfatizavam os pontos negativos. Falava-se muito de AIDS, dentro do movimento gay.

Hoje com a efervescência dos aparatos tecnológicos, o movimento gay ganhou destaque, principalmente pela internet e fala-se abertamente sobre as questões da homossexualidade de diversas formas, algumas um tanto apelativas.

Em pesquisa pela web me deparei com diversos sites, blogs e canais no YouTube que abordam a temática. Sempre fui meio avesso a essa onda do movimento gay de querer mostrar tudo e falar de tudo e a todos. Em processo de busca e de reconhecimento, resolvi em 2015 que iria estudar e assumir a minha sexualidade. Poderia não falar dela aqui neste post, mas porque esconder também? É uma coisa muito íntima da pessoa, mas para quem está buscando o autoconhecimento e assunção daquilo que se é, porque teria que se esconder num post que fala sobre a temática gay e que nasceu de suas vivências? Jogue a primeira pedra, quem não tiver pecado – disse Jesus. Mas vem cá, porque falei de pecado em um post sobre sexualidade? Sexualidade é uma benção, dádiva de Deus, sublime tesouro. Olha aí o inconsciente!!!

Bom, mas foi nessas buscas que descobri três endereços da web e que faço menção nesse post. E foram eles que me ensinaram a pensar da forma citada no parágrafo anterior. A encarar a homossexualidade como algo natural e alegre, divertido, gostoso, assim como a heterossexualidade também o é.

O primeiro deles é o “Minha Vida Gay” (http://minhavidagay.com.br/), um blog de um cara de 37 anos, que se assumiu aos 23 anos e conforme descrição no blog “O Minha Vida Gay serve para jovens, adolescentes e adultos, indivíduos que se envolvem emocionalmente e se atraem fisicamente por outros indivíduos do mesmo sexo”. Gostei da forma como o Flávio (parece ser esse o nome do blogueiro) destaca os assuntos no blog. Com muita seriedade e isenção. Há até uma rádio com entrevistas de homossexuais com conteúdo muito relevante. É um aprendizado muito interessante.

Os dois outros seguem uma linha um pouco diferente, mais voltada para o humor. O grande problema da mídia gay é quando ela associa algum tipo de pornografia junto ao conteúdo. Os dois endereços seguintes em muitos momentos fazem alusão a esse tipo de coisa: mostram caras sem camisa, falam de sexo abertamente, mas o fato de eu dar o meu aval a esses endereços é que é uma forma leve e descontraída de tratar a sexualidade sem tabus, e ao mesmo tempo acolhe, abraça e fraterniza-se com o homossexual que está do outro lado como leitor ou espectador. São eles o Canal FMastrandea, do Felipe Mastrandea no YouTube (https://www.youtube.com/user/fmastrandeacanal) e o Canal Põe na Roda (https://www.youtube.com/user/canalpoenaroda/videos), esse super famoso, produzido por três gays e que já saiu no Programa do Jô (Globo) e no Agora é tarde (Band) e tantos outros.

Queria compartilhar essa leitura com vocês. A partir do momento em que a mídia gay trabalha competentemente, por meio da comunicação social, na disseminação da cultura, do entretenimento e principalmente, da informação, gera reconhecimento, identificação por parte do homossexual e com isso ele pratica a escrita de si (Cf. Foucault) por meios das novas tecnologias inserindo-se como sujeito da sua própria história, debatendo e libertando das amarras ainda impostas pelo preconceito, intolerância e negação da sexualidade e da realidade. Parabéns aos envolvidos nesse trabalho.

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