Adoro ler, mas confesso que o cinema estava deixado de lado na minha vida. Nesses dias de férias de final de ano em contato com a minha amiga Lívia Nóbrega, que é uma cinéfila declarada, me senti motivado e pude assistir a alguns filmes, um no cinema “Êxodo: Deuses e Reis” e dois aqui em casa: “A rede social” e “Flores Raras”.

Acredito que tudo aquilo que escrevemos, retemos melhor em nossa mente. Por isso, um exercício diário é poder compartilhar aquilo que vivi e experimentei por meio da minha escrita. Agradeço a todos os leitores que tem passado por aqui. Tenho recebido contatos de várias partes do país e fico feliz que a minha escrita possa tocar a alma de vocês e possamos fazer uma “Terapia em Palavras”. Bom, mas aí já é mais um projeto dentro dos 5 anos do blog que explico em outro post.

Uma cena de "Êxodo: Deuses e Reis"
Uma cena de “Êxodo: Deuses e Reis”

“Êxodo: Deuses e Reis”, do diretor Ridley Scott teve a minha aprovação. Em 2014 tivemos outra atração bíblica que foi “Noé”. Aprovo todos os dois filmes, visto o caráter didático que eles têm. Num momento em que a humanidade perdeu os seus valores e a Bíblia é apenas mais um livro como outro qualquer, as superproduções motivam os espectadores e levam a eles uma mensagem histórica, de fé e coragem e que reflete na construção de cada um de nós como seres humanos e filhos de Deus. “Noé” diverge de “Êxodo”, por ser um tanto mais imaginativo. Acredito que ao assistir “Êxodo” é possível praticar uma leitura do livro homônimo na Bíblia e ter a compreensão já que as linguagens do Antigo Testamento são bem difíceis. Prezo para que possamos ter mais filmes assim e não apenas sagas erotizadas e sadomasoquistas como o “Cinquenta tons de cinza” que vem por aí.

cartaz-a-rede-social

Depois, em casa, assisti “A rede social”, de David Fincher e achei péssimo o filme. Quando fui locá-lo tinha o objetivo de conhecer reflexões sobre a rede social mais famosa do mundo e sobre seu processo de construção também. Mas o que o filme faz é apenas descrever o seu processo de formação e as intrigas e os desafios econômicos que passam seus criadores. Pude perceber que há muito dinheiro envolvido no Facebook e que nós, simples mortais, não ganhamos nada com isso. Quem ganha é o Zuckerberg. Dessa forma me deu mais vontade ainda de deixar o Face de lado. É um projeto em minha vida também. Mas por enquanto nos fazemos reféns dele. Até mesmo para a divulgação desse meu espaço ele é uma ferramenta. Mas que dá vontade de largar tudo dá.

Flores_Raras

Por último assisti a “Flores Raras”, filme brasileiro de Bruno Barreto que me emocionou do começo ao fim. Relata o amor homossexual da escritora americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo. O escritório que Lota construiu para Bishop é encantador. O sonho de qualquer escritor (ou pseudo) como eu. Uma trama que mostra os sentimentos humanos, que me motivou a escrever cada dia mais e que serve para uma quebra de paradigmas na sociedade brasileira refletindo o que é o amor, o que é a segurança das emoções que cada um tem. Quando imaginamos sermos fortalezas vivas, caímos em desespero. Digo isso em relação ao suicídio de Lota. Pois ela era a fortaleza de Elizabeth e esta era tida como uma louca, problemática, depressiva, temperamental, mas que tinha na palavra sua válvula de escape e se constituía por meio dela. Bom falei, falei, falei e não disse nada? Talvez! Diga você também o que acha nos comentários, e-mails e pratiquemos a “Terapia em Palavras” enquanto sujeitos da linguagem que somos e que é por meio dela (a linguagem) que nos constituímos.

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