Estamos nos aproximando dos últimos dias e dos últimos instantes do ano de 2014. Um ano difícil marcado por perdas e trajetos conturbados nos vários cenários da humanidade. Fiquei triste ao receber a revista Veja e ver que ela está cada vez mais sensacionalista. E respondo a ela que eu não paguei Mico. Foi um ano muito produtivo e para o Espaço da Gente então, nem se fala, escrevi e postei muito e obtive retorno, não financeiro, mas de debates e elogios para esse meu espaço. Que não importa, se tenho1, 20 ou 100 visitantes por dia, mas desde que eu possa registrar a história de nossa gente, estarei escrevendo porque em algum lugar do mundo posso tocar a alma e o coração de alguém.

Aproveito esse momento para tecer um balanço em forma de retrospectiva e dar uma devolutiva aos meus leitores sobre o que foi o nosso ano aqui no blog e o que vem por aí em 2015, o ano 5 deste espaço desde que ele foi lançado em 2010, com a insígnia: “Morre um capim, nasce outro” em alusão à Chico Xavier e ao fato de eu já ter tentado várias vezes manter um blog por tanto tempo e nunca ter conseguido e agora eu consegui!

2014

Em 2014, fortaleci um projeto jornalístico mais ousado e que para se concretizar por completo só preciso da adesão de alguma faculdade de Jornalismo o que em breve pode acontecer. Dessa forma o Danilo Vizibeli, Jovem Jornalista!, passou a se chamar Espaço da Gente: Informação, Cultura e Entretenimento.

Ao todo foram 65 posts, o que representa uma boa parte de toda a produtividade do espaço que já contabiliza nesses 5 anos, 208 posts com 292 comentários. O texto que mais recebeu comentários até hoje foi a resenha do filme Matrix. Até hoje recebo comentários de gente do Brasil todo, a maioria universitários procurando algo sobre o filme. O blog já recebeu visitas de diversos países.

Com uma média de 1 a 2 posts por semanas, operamos em modo stand by (sem produção) de meados de novembro até o fim de dezembro, pois eu estava participando do processo seletivo do Doutorado. A meta agora como disse no post anterior é ter postagens no domingo-segunda e na quarta-quinta.

Falamos de gente interessante começando com duas matérias com o meu amigo Thiago Daniel, enfocando o seu brilhante trabalho na Moda e depois a experiência que teve ao cuidar do pai com esclerose lateral amiotrófica. Falamos da Jejé, a Jéssica Fernanda Costa que pinta o cabelo de todas as cores, mas também pinta a vida de ousadia, alegria e fuga dos padrões, refletindo o ser humano que existe em cada um.

Abordamos o trabalho de Felipe Grilo, cantor. Monica Ash e o coletivo Nòiz. Samuel Toledo, em meio à crise da Petrobrás, veio mostrar o trabalho desse jovem na plataforma P-53. José de Paula e suas fotos, Márcio Carvalho na homenagem ao dia do professor e muita, muita informação!

Fiquem atentos às novidades que vêm por aí, pois 5 anos já é alguma coisa e iremos comemorar com maestria. Estaremos produzindo conforme o ritmo de trabalho nos permita, mas certos da abertura dada ao leitor, aos colaboradores e profissionais de jornalismo e ainda a quem quiser discutir, debater e refletir. O espaço é para isso.

Agradeço de forma especial ao jornalista Rodrigo Castanho e aos alunos do Núcleo Dércio Andrade que também contribuíram com textos. E imensamente aos apoios culturais que recebi durante 2014 e aqui cito-os nominalmente: Centro Estético e Terapêutico Gabriela Dutra, Karyna Perfurmaria, Natalia Borges – Psicóloga, Tina e Daniel Cabelereiros e Mecânica Vizibeli. E se você quer ajudar esse projeto a crescer, dê sua contribuição a nós entre em contato pelo danilovizibeli@gmail.com ou 35 9177 1141.

Que venha 2015!

Boas festas!
Danilo Vizibeli

 

Para brindar o fechamento desse ano, coroar o início de 2015 e reportar ao título deste post, termino com um trecho de “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino colocado na abertura da obra:

“O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo em sua libérrima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece seu nome.”

(De uma carta de Hélio Pellegrino)

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