Estabilidade no emprego aumenta procura por concursos públicos

A estabilidade no emprego é um dos principais motivos que levam à procura por um concurso público em órgãos e instituições. É o sonho de muita gente ser aprovado, mas os concurseiros destacam que não existe loteria, é preciso dedicação e estudo intenso.

Em 2014, o número de concursos públicos ficou reduzido devido às eleições de outubro. Tempo bom para quem quer se preparar com antecedência, já que em 2015 deverá haver muitos editais abertos. Já estão previstos técnico-administrativo e analista do INSS e atendente comercial e outros cargos dos CORREIOS, entre tantos outros.

Com a inovação da internet, muitas formas de se preparar e alternativas eficazes para o estudo têm surgido. As videoaulas por meio de sites que se dedicam aos conteúdos das provas é uma boa alternativa para quem trabalha e não tem tempo de frequentar um curso presencial.

O jovem Rômulo Magno da Silva é oficial do Ministério Público de Minas Gerais. Antes de chegar ao posto ele prestou em média 5 concursos. Um ponto interessante na vida dos concurseiros é que quem começa a prestar concurso não quer parar mais, de um cargo procura outros ainda melhores e é claro, os salários mais altos a cada vez. É o que está fazendo Rômulo, que atualmente estuda para o concurso da Receita Federal no cargo de auditor ou analista. “A dica é focar nas matérias que tem mais peso na prova e conhecer o estilo de prova de cada banca”, comenta Rômulo dizendo que não tem segredo para passar, mas que “há muitas alternativas que tornam o estudo mais fácil e eficiente, como escolha dos materiais melhores e mais atualizados, assistir a aulas de bons professores (virtuais ou presenciais), resolver provas anteriores, assistir a palestras e orientações de professores ou de aprovados no concurso, dedicar-se bastante e com antecedência, acompanhar as alterações legais e ler o edital com bastante atenção”.

No Brasil as principais bancas de concurso, ou sejam, as instituições que organizam e formulam provas para os órgãos públicos são o CESPE da Universidade de Brasília, a Fundação Carlos Chagas (FCC), a Cesgranrio, a Vunesp, a ESAF e Fundação Getúlio Vargas (FGV). A Revista Exame publicou uma matéria em 2013 com dicas das principais bancas. O candidato deve entrar no site de cada organização e pesquisar a forma que atua cada uma. Esta iniciativa é o principal fato para compreender e interpretar melhor a prova, garantindo o sucesso na aprovação.

Normalmente o ideal é se dedicar a um edital específico, escolher o concurso que se quer prestar e focar no programa de provas. O foco e os objetivos bem delimitados são imprescindíveis para o acerto na carreira. “Essa é uma carta na manga que o candidato mais preparado deve utilizar. Deve-se elaborar uma rotina de estudo que seja possível de seguir.  Também é importante que haja tempo para lazer como forma de conciliar o estudo e os momentos de relaxamento”, pontua Rômulo.

O técnico Fazendário de Administração e Finanças (TEFAZ) na Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), Adriano José de Lima, já prestou mais de 12 concursos. No momento não tem nenhum em vista, mas concorda que quem começa a prestar concurso não quer parar. “Mesmo para os cargos menores a disputa é grande, qualquer pessoa que queira ser aprovado em concurso deve ter isso em mente, não existe loteria!”, observa Adriano.

Adriano Lima é Técnico Fazendário na Secretaria de Estado de Fazenda
Adriano Lima é Técnico Fazendário na Secretaria de Estado de Fazenda

Atividades

Rotinas de trabalho menos intensa, carga horária menor, em alguns casos, salários interessantes, considerando a realidade socioeconômica do país, motivam os concurseiros. Adriano ressalta que as diferenças nos cargos e funções são grande e complexas e por isso o candidato deve se ater para não se arrepender depois. “Onde eu trabalho tenho a vantagem de ser estável, mas provavelmente não conseguirei mudar de cargo até a aposentadoria, sou da chamada Administração Direta e regido pelo Estatuto do servidor. Um cargo público em uma empresa como Banco do Brasil, por exemplo, o funcionário é chamado de empregado público e goza de estabilidade relativa, pode progredir trocando de cargos e tem FGTS. Esse tipo é da chamada Administração Indireta, o BB é uma sociedade de economia mista, tem capital público e privado. É bom saber dessas diferenças”, explica.

Rômulo acrescenta: “normalmente a rotina de trabalho de um funcionário público é menos intensa que a de outros profissionais; o salário costuma ser melhor também. Há menos discricionariedade na concessão de certos benefícios como licenças. Há um ambiente mais harmônico entre os servidores, já que não há, em regra, a concessão de vantagens apenas para os ‘escolhidos pelo chefe’. Uma desvantagem é que não há ‘comissões’, ‘prêmios’ e esses incentivos, o salário segue um padrão mais previsível. Tendo em vista a iniciativa privada, nem considero essa uma desvantagem, mas é um fator que diferencia os dois meios”.

Quem quer se preparar e conquistar o objetivo de um cargo público deve começar agora e buscar as melhores alternativas. Se você precisar de ajuda o Espaço da Gente pode auxiliá-lo, pois através da Intertexto Comunicação possui uma assessoria específica para este tipo de preparação e atividade. Entre em contato conosco: intertextopassos@gmail.com

Rômulo Magno é oficial do Ministério Público de MG
Rômulo Magno é oficial do Ministério Público de MG