O texto que trago hoje é uma pequena resenha de um livro introdutório chamado “O que é psicologia”, autoria de Maria Luiza S. Telles (São Paulo: Brasiliense, 1989, Coleção Primeiros Passos). Antes de passar à discussão, gostaria de agradecer às pessoas que têm acessado esse meu espaço. É com muita alegria, muito carinho e pensando em interagir com vocês que mantenho este blog.

 o que é psicologia

 

O que é psicologia – surgiu em minha vida há alguns anos quando comecei a frequentar o Programa de Pós-graduação em Psicologia da USP de Ribeirão Preto (SP), como aluno especial. Queria entender do que se trata a Psicologia.

Hoje, o interesse se tornou muito maior. Tenho lido sites de comportamento, me preocupado com as questões da mente/psique humana, escrevo às vezes alguns posts que tendem para o viés comportamental e tenho até pensado em cursar Psicologia. Quem sabe? A formação em Psicanálise é fato que farei, no futuro – tema de mais um post em breve, resenha de também um livrinho (O que é psicanálise). Quanto à Psicologia, o tempo decidirá se farei ou não.

O livro aborda de maneira simples e clara a Psicologia e deixa evidente de que sua matéria principal é o descobrir-se do homem enquanto pessoa, sujeito da sua própria história. Por isso é uma ciência interdisciplinar dialogando com várias outras áreas ou campos do saber.

Quando aborda a linguagem como mola propulsora do processo psicoterapêutico a autora afirma: “Sendo a linguagem tão importante, estreitamente ligada ao comportamento global e instrumento básico na resolução de problemas e na criatividade, seria o caso de se perguntar se a Psicologia não é, também, a Ciência das Comunicações e o psicólogo um verdadeiro comunicólogo” (p.24-25). Nesse sentido me animei ainda mais a pensar na possibilidade de fazer o curso, já que sou um estudioso da Comunicação Social.

Chamou-me a atenção também a questão do conflito. O ser humano é um ser em conflito e resolver as dificuldades e percalços do caminho é descobrir-se como espírito pensante, luz da criação. “O conflito será, portanto, uma constante em nossas vidas. E sempre que encontrarmos a resposta que solucione um conflito, novo conflito aparecerá. Embora constitua, junto com a ansiedade, um dos principais fatores em qualquer forma de desvio de personalidade, o conflito é, entretanto, componente significativo do comportamento normal” (p.43).

Outra citação interessante: “‘Tornar-se pessoa’ significa libertar-se das peias internas, tornar-se capaz de um contato verdadeiro (intimidade) com o outro, não fazer jogos, não usar máscaras, não se satisfazer com o simples ajustamento, mas tender a criar novas ideias e coisas, ser cooperativo, receptivo e amoroso” (p.53).

Já fiz psicoterapia por 7 anos num viés cognitivo-comportamental. Agora estou dando um descanso de uns 2 anos, pois é bom também aprender a caminhar com as próprias pernas, mas quero, em momento oportuno, fazer análise.

Penso que a Psicologia deva ser tema presente para todos que estudam as Ciências Humanas e Sociais e para todos aqueles que buscam a construção de um homem novo num mundo melhor. Ser psicólogo ou não, eis a questão, mas, sobretudo, desafiar nossos comportamentos, escutar nossos sentimentos e conhecer a nós mesmos para afirmarmos que não sabemos de nada, mas estamos a buscar o saber. O sabor pelo saber, como disse em outro texto, e aqui digo o sabor pela vida, modulando nossos comportamentos para melhor interagirmos conosco e com os outros à nossa volta.

Danilo Vizibeli

Professor, jornalista e mestre em Linguística