O homem caminho a passos lento, a essência não muda, mas grandes transformações podem ser o resultado das crises, quando saímos da inércia
O homem caminha a passos lentos. A essência não muda, mas grandes transformações podem ser o resultado das crises, quando saímos da inércia.

Dando continuidade à escrita de textos que tratam do comportamento humano, de sua interiorização e da construção do âmago do ser, venho discutir um conceito da Física que pode ser associado ao homem enquanto ser biopsicossocial.

Tenho visto na área da Psicologia e do estudo do comportamento humano, motivos especiais para a escrita e de trabalho, de lugar do exercício da minha profissão. Mas qual é a minha profissão? Tenho tentado responder a esta pergunta e não tenho encontrado ainda uma resposta concreta. Os que me acompanham aqui no blog sabem que sou jornalista por formação, professor (cursando Licenciatura em Letras) e Mestre em Linguística com ênfase em Análise do Discurso. Sou e pronto! Exerço atividades! E mudo-as quando quero, luto contra a inércia.

Essa ideia da inércia como elemento constitutivo do ser humano, me veio à mente em aula de interpretação de textos, discutindo com meus alunos a aplicação do conceito físico na poesia de Camões.

A inércia é uma característica inata do ser humano, visto os seus instintos de defesa e sobrevivência. Na Física, ela é a tendência dos corpos a manter o mesmo movimento, ou seja, resistência à mudança de velocidade, à alteração da aceleração.

O ser humano tende a manter o mesmo movimento no seu estado psicológico. As mudanças são mínimas no decorrer da vida. Somente aqueles que lutam contra a resistência de sempre ser o mesmo, conseguem ver o “novo” em suas vidas: a mudança, a transformação.

Ao passar dos tempos, o homem evolui, cresce, mas a sua essência, o ser em si que se é, continua a mesma: é a individualidade da alma. Pequenos gestos se alteram, mas permaneço no fio do meu discurso, a não ser que para isso venha uma grande crise (amorosa, psicológica, profissional…) que rompe a inércia e acelera o processo de amadurecimento.

E você? Está em crise ou já deixou a inércia, que lhe é inata, tomar conta de suas decisões? Escreva para mim, para que juntos possamos tecer reflexões e criar um “círculo do saber”. (Responda na seção de comentários ou envie e-mail para danilovizibeli@yahoo.com.br)

Quanto a mim, prefiro dizer que estou em crise, pois assim não sou o mesmo de ontem, nem serei o mesmo amanhã.

Danilo Vizibeli

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