Gabriel Garcia Marquez

Repercutiu nas redes sociais o falecimento do escritor colombiano Gabriel García Márquez, famoso no mundo todo, Prêmio Nobel de Literatura, autor, entre tantos outros, do consagrado “Cem anos de solidão”. Fazem parte de sua obra ainda: “Notícia de um sequestro”, “Memórias de minhas putas tristes” e “O amor nos tempos do cólera”.

Diversos passenses, amantes da Literatura e das Artes deixaram suas manifestações de carinho à Márquez. Ele morreu no dia 17 de abril, em sua casa no México, vítima de câncer.

Para o professor Murilo Andrade Filho, a morte de Gabo, como o autor era apelidado, tornou o dia mais cinzento. “Um dos meus autores favoritos, dizia que ‘tudo é questão de despertar sua alma’. E para despertar a alma, sugiro a quem nunca leu nada do autor, que inicie justamente por sua obra mais famosa: ‘Cem anos de solidão’”.

Murilo lembra que “Cem anos” é considerada uma das obras mais famosas da literatura mundial. É um romance que mescla fantasia e realidade. “Um comboio carregado de cadáveres. Uma população inteira que perde a memória. Mulheres que se trancam por décadas numa casa escura. Homens que arrastam atrás de si um cortejo de borboletas amarelas”.

A distopia proposta na obra tem algo de tão real e tão atual com o que está acontecendo na sociedade atual. Em meio à morte de García Márquez é possível refletir as repercussões via internet das notícias nas redes sociais.

O escritor passense Alexandre Brandão postou em sua página no Facebook: “Quem me ‘contou’ da morte do grande Garcia Marquez foi a Maysa Torres. Eu reagi monossilábico: ‘ô, pena!’. Em seguida, quem gritou foi o Alberto Calixto Mattar Filho (professor e funcionário público do judiciário). Aí já reagi com alguma coisa mais pronta, da qual eu chamo a atenção para o seguinte trecho: ‘Espero francamente que o Gabriel, El Gabo, deixe Deus bastante confuso e que, a partir daí, Ele possa rever o realismo sem mágica em que nos meteu aqui na terra’. Depois disso, só posso torcer muito para que Deus exista exatinho como muitos imaginam, mas não tão exato assim que Ele não ouça os conselhos de seus filhos”, discorreu brilhantemente Brandão.

A Literatura mundial perde um dos seus ícones e a história ganha um registro de escritos, tramas e conflitos transfigurados por Gabo que repercutirão sua filosofia e o imortalizarão.

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