o-mundo-de-sofia

Missão cumprida! Depois de pouco mais de 1 mês brigando com a História da Filosofia, termino de ler “O mundo de Sofia”, do norueguês Jostein Gaarder. Conheço o livro desde minha adolescência. Certa vez comecei a lê-lo e li pouco mais do que os primeiros capítulos e deixei-o pra escanteio. Como gosto de dizer: deixei-o de molho. Agora, pego-o para ler e constato ao final que “O mundo de Sofia” é um mundo que me surpreendeu por vários motivos.

Primeiramente, o que me surpreendeu no livro é que ele cria uma outra realidade para falar o tempo todo que “O mundo de Sofia” é o mundo de todos nós. Gostei muito dos capítulos sobre Marx e Freud. Aprendi muito.

Surpresas mais! Fico me questionando porque é comum termos na Literatura, principalmente na europeia, algumas meninas como personagens principais de tramas. Assim temos a própria Sofia, a Liesel (do livro A menina que roubava livros, que chega agora em filme), a Pollyana e tantas e tantas… Deve ser a alma feminina transbordando em sentimentos, desvendando os seres humanos. Se alguém tiver uma explicação que poste aqui. Claro que temos meninos também. Ainda não li, mas já me falaram do “Menino do Pijama Listrado” e há outros que não me recordo aqui, mas em proporção bem menor.

Mas, por fim: “O mundo de Sofia” só pôde me trazer uma única e simples mensagem: “Conhece-te a ti mesmo”. Destaquei vários trechos com caneta e abri agora aleatoriamente um desses trechos e saiu a seguinte assertiva: “Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência”. Pensamento este que vem a calhar muito bem com o que disse na primeira semana do cursinho: O poeta é aquele que investiga a si mesmo. Sejamos filósofo, poetas, descobridores, caçadores de si… não importa o termo: Amemos!

Danilo Vizibeli

Professor, Jornalista e Mestre em Linguística