A visão de um espírita, ex-católico, ou católico ainda de coração, sobre o Santo Padre, Papa Francisco

Danilo Vizibeli 

Jornalista e Mestre em Linguística

Papa-Francisco-Brasil-Livres-de-todo-Mal

Quando a fumaça branca saiu na chaminé do Vaticano e foi anunciado “Habemus Papam” e Jorge Mário Bergolio adotava o nome de Francisco, algo já mexeu comigo, mas não sabia que viria um papa risonho, carismático e tão próximo ao povo.

Católico de nascença, sempre gostei muito da Igreja Católica. Por opção e por motivos necessários na minha caminhada evolutiva, achei por bem estudar o espiritismo e praticá-lo. Mas nunca me afastei do catolicismo, pois acho uma religião sustentáculo do mundo, aprecio senhoras que fazem suas novenas com devoção, jovens que na Renovação Carismática se encontram e vivenciam sua fé.

Mesmo praticando o espiritismo às vezes me dá vontade de ir à missa e vou e participo dela com muito afinco e devoção. Uma vez um padre me disse em pleno altar em sua homília que “o espiritismo era doutrina dos homens e não uma doutrina cristã, e que ele aceitava todas as doutrinas menos o espiritismo”. Fiquei muito chateado, pois era um sacerdote de quem eu gostava, que eu conhecia bem e que praticamente me expulsou da igreja. Sim, a mensagem foi dirigida a mim, quando ele percebeu que eu estava na missa. Como sei? Há coisas que o coração sabe.

Já outro Frei da ordem franciscana me disse que “o espiritismo era diferente da doutrina católica e que até ia contra o que a doutrina prega. Mas numa coisa espíritas e católicos se encontram que é ‘o fazer o bem, a caridade’, e que nisso devemos caminhar juntos”.

Assim, com a visita do Papa Francisco ao Brasil, senti vivificado realmente o “Habemus Papam”, em solo brasileiro. Finalmente tempos Papa, papai, pontífice, sucessor de Pedro. Pois é um papa que acolhe, que abraça seu povo, que não vê diferenças. Um papa inusitado que disse aceitar os homossexuais. “Se são pessoas que buscam a Deus e são homossexuais, quem sou eu para julgá-las?”. Em outro momento disse “que existem mães. Não existem mães solteiras”, quando perguntado sobre estas. Vejo que é um Papa que entende as dificuldades e dores humanas, que tem vivência.

Em um depoimento meu no Cursinho disse que a Igreja Católica não era acolhedora com os homossexuais. Vejo hoje e me retrato que a coisa está mudando. Papa Francisco vem acolher o rebanho e vejo nesse momento que a Igreja começa com pequeninas mudanças que um dia serão ainda maiores e renovarão a fé do povo cristão. O catolicismo é um sustentáculo do mundo e chegará um dia em que Espíritas e Católicos estarão em sintonia de pensamentos na prática, pois na filosofia já estão.

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