Danilo Vizibeli

Os 4 Elementos

Duas coisas que não gosto muito são dinâmicas e relaxamentos. Quase todas as vezes que participo de uma dinâmica a pessoa que a coordena não sabe muito atribuir um sentido profundo à prática. Quanto ao relaxamento, não consigo me desligar: quando começa a entrar no túnel então – simm em quase todos os relaxamentos que eu fiz até hoje, tínhamos que passar em um túnel imaginário que chegava num lago – me dá vontade de começar a rir!

E fazendo aula de Didática Geral no curso de Letras, percebo que o meu entusiasmo está atrelado à didática do coordenador da atividade. É preciso conseguir fazer com que todos os integrantes ou a maior parte deles, se entrosem e sintonizem com o espírito da atividade.

Assim acontece com a professora e orientadora educacional Marli Aparecida Ferreira Soares. Ela consegue com seu jeito calmo e sereno, fazer com que cada participante vá aderindo ao espírito da vivência. Já participei efetivamente de duas dinâmicas promovidas pela Marli, ambas no Curso Pré-vestibular Comunitário Núcleo Dércio Andrade.

A primeira foi em 2012. Eu tinha tido um dia difícil e fui para o cursinho no qual acontecia a semana de apresentação para os novos alunos. A dinâmica foi no campo do Educandário totalmente escuro, em roda e tínhamos que pegar uma vela, iluminar o rosto da pessoa e dizer o que desejávamos a ela. Mais ou menos assim, não me lembro ao certo, para mostrar que somos “Trevas e luz” e que temos que encarar os desafios frente a frente, amparados por amigos e pessoas queridas, sob a maestria de Deus, nosso Criador. Sugere a canção: “Indo e vindo, trevas e luz: tudo é graça, Deus nos conduz!”

Dessa vez, foi no nosso VIII Encontro de Práticas de Cultura e Cidadania da EDUCAFRO MINAS, 27 e 28 de abril de 2013. Foi no campo do CAPP. Numa manhã de sol reluzente, a dinâmica “Os quatro elementos”, mexeu comigo e com todos. Uma bacia com água, a terra do campo, o fogo e o ar (uma concha na qual ouvíamos o barulho do vento no mar). Cada um era convidado a tocar os quatro elementos na ordem que quisesse. Percebemos tantas coisas. Uns mais ousados que colocam a mão com tudo no fogo; outros que se mantêm à distância; alguns que lavam as mãos, outros que apenas tocam. Cada um é único e Deus une os 4 elementos a nosso favor: “Que eu sou feito da água, da terra, do fogo e do ar”, já dizia Raul Seixas.

Mais bonito ainda foi ouvir a Marli cantando bem baixinho enquanto tocávamos a grama molhada pelo orvalho da manhã, enquanto organizávamos a dinâmica, uma das canções tão bonita do Padre Zezinho: “o orvalho da manhã criança, me fala de meu Deus”. Por que ainda somos tão cegos para enxergar a grandeza de nosso criador?

Obrigado Marli por, pelo menos alguns instantes, me fazer perceber que há um Pai que nos olha de forma única a cada momento. E é por isso que essa é a “canção que eu fiz para meu Deus”!

PS: Em breve relato o encontro na íntegra.

Anúncios