Peço desculpas aos meus leitores, àqueles que não tem nenhum tipo de crença em um ser superior a nós, ou àqueles que não gostam de fundir Ciência e Religião, Teoria e Vida Humana. Mas é necessário tocar no assunto. Apesar do vínculo com o Espiritismo de Kardec, não pretendemos fazer aqui proselitismo mas buscar um raciocionio espiritual, e não espírita, independente da modalidade que este espirtualismo se manifeste. Aqui vamos nós.


Há tempos querendo escrever sobre o assunto, aproveito o momento após alguns meses de decorrida a leitura do livro “O sexo além da morte”, romance mediúnico de R. A. Ranieri, orientado pelo espírito de André Luiz. A obra completa o círculo iniciado por O Abismo, Aglon e os espíritos do mar e A segunda morte. Todos eles certificam a perda de consciências espirituais e a necessidade do homem encarnado na Terra de promover uma mudança íntima de atitudes compatíveis com a mudança vibratória pela qual está passando o planeta.

O sexo além da morte vem nos mostrar que sexo é força do espírito e força criadora do espírito; que usado com parcimônia traz frutos salutares; mas usado com desvelo e em excesso causa animalismos que reduzem os homens aos passos instintivos primeiros de nossa civilização.

No mundo em que vivemos coloca-se o sexo em primeiro plano. As fomes do amor e da benevolência são saciadas com o flerte agonioso dos corpos. Viver a sexualidade é tarefa difícil para o homem que se vê cercado de matérias grosseiras como as drogas, lícitas ou não, como o tabaco e o álcool, alimentos pesados como a carne animal. A sexualidade é escolha afetiva cujo objetivo maior deve ser a elevação perante o parceiro escolhido.

Mostra-nos o livro, que espíritos presos às energias sexuais chegaram a perder sua forma perispiritual equiparando-se a animais primitivos. A descoberta da sexualidade compara-se ao desenvolver de uma criança. A criança, no início de sua trajetória, tudo quer, depende do outro para sobreviver, vive pelos prazeres. À medida que vai adquirindo a razão, a criança começa a perceber que tudo tem o momento certo, local, data e horas apropriados. Assim, o ser no início da sua sexualidade está com os hormônios aflorados e os instintos aguçados. Ao passo que sabe direcionar o afeto aos sentimentos nobres, congrega forças para um amor sublimado.

É dificil na atualidade, não nos excitarmos e não entrarmos num frenesi quando vemos a todo instante na televisão, mais precisamente na tela da Globo (e viva o plim, plim!) corpos desnudos a se tocarem e a se elocubrarem, se invadirem uns aos outros. Outro dia passeando pelas redes sociais na internet, me deparei com um casalzinho novinho. A foto estava na página de uma adolescente de uns 15 ou 16 anos com o namorado agarradinho à beira da piscina. Os corpos desnudos da Globo já não estão só na tela da tv, estão por toda parte. Fazer musculação ou outra atividade física que colabore com o corpo é mais do que válido, mas transformar o corpo num arpuador de todas as energias fugazes e materiais é abastecer ainda mais o animalesco que existem em nós.

A mudança do planeta, como muitos dizem, realmente já começou. As catástrofes podem ser um sinal dela. A energia material chegará no ápice até que o homem possa escolher em se elevar ou se materializar. Bom mas aí já é assunto para um outro papo e não quero aqui me prolongar. Essa será uma nova resenha do livro “Herdeiros do Novo Mundo”, que também compõe uma trilogia com “Esculpindo o proprio destino” e “Despedindo-se da Terra”.

Se o meu caro leitor quiser deslanchar no assunto e ler o livro aqui resenhado seria muito proveitoso. Ele é dificil de achar mas nos sebos (vide: http://www.estantevirtual.com.br) é fácil de encontrá-lo. A mensagem final cabe a mim dizer, que devemos nos policiar a todo momento porque o que aqui se planta, lá (na dimensão espiritual) irá se colher. Plasmamos nossas consciências e as abastecemos de sentimentos nobres ou vulgares, quer o objetivo que nos está arraigado no fundo da alma.

Até mais!

Danilo Vizibeli

Jornalista, Professor, Escritor e Professor

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