Algumas observações que venho reparando no contato cotidiano com as pessoas, nas confluências e na era da distribuição da informação em grande escala.

Percebo que existe uma cobrança em sempre sabermos mais, em conhecermos tudo, de forma eclética ou heterogênea.

Esquecemos talvez que o homem possui uma memória limitada e uma capacidade de reter informações avançada porém que não atinge os 100% da capacidade cerebral.

Assim quando me falha a memória ou quando não conheço mesmo determinado assunto, as pessoas sempre vêm com um trocadilho, com um puxão de orelha talvez: “Você não conhece Harry Potter?”, por exemplo. Esse eu conheço gente, o bruxinho mais famoso importado da América do Norte. Mas muitas vezes existem assuntos que eu não conheço e eu não nego o meu conhecimento e digo a verdade: “Não, não conheço!” As pessoas se assustam.

Mas por que tenho que conhecer tudo? Se eu conhecesse tudo seria Deus, seria divino e não humano. Possuímos inteligências múltiplas e olhares ao mesmo tempo focados e desviados. Focados porque nos atemos àquilo que nos chama a atenção e desviados porque nossos olhares são submetidos a toda sorte de informação. Mas nem tudo é por nós assimilado.

Assim coloco hoje aqui no meu espaço o meu manifesto de que “Só sei que nem tudo sei”…. E Sócrates foi mais humilde ainda: Só sei que nada sei…
Um abraço…

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