Nem finjo. Eu não tenho mesmo. Exalto minha voz, falo alto, dou chilique… Se algo sai errado me desespero. Mas é preciso fingir ter paciência? Não… eu não diria que é preciso fingir é preciso realmente ter… A paciência se relaciona diretamente ao cuidado, ao cuidar-se. Quando dizemos que o médico Dr. João tem um paciente assim assado… A enfermeira está cuidando do paciente… Temos assim que o paciente é aquele que está sobre o cuidado de outros e ele vai ter que esperar, vai ter que depender dos serviços, da solidariedade, da atenção do outro. E nesse círculo todo gera-se um ciclo de paciência, ou passividade que seria etimologicamente correto… Pois fulano é paciente a ciclano… É bom viajar com as palavras para atribuir esse sentido do cuidado e da atenção que merece a paciência.

Ser paciente é cuidar do nosso lado espiritual…

Quando nos estressamos e estamos fatigados com tudo e com todos estamos deixando de exercer o cuidado: Orai e Vigiai. Estamos sendo invigilantes e deixando que as circunstâncias dolorosas destruam a nossa força que temos.

Nesta coluna de hoje quero dedicar esse artigo ao Cóssimo Filho, Cossinho, que carinhosamente me chama de Dan Dan. Sábias são as suas palavras em seu livro que dizem que um ser humano não é capaz de viver sem a afetividade e sem o humor… Quando somos pacientes, somos mais alegres, despojados, de bem com a vida… Ouvi certo dia que não devemos deixar a vida  nos levar… Mas sim levarmos a vida, dirigirmos a nossa vida…. Eu acho que não podemos ser tão radicais e sim meia a meia… Você tem que ter o controle mas ao mesmo tempo: “venha o que vier! seja o que quiser! só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher!” ou vale?

DANILO VIZIBELI

É jornalista e não mágico… Paciência…. Todos são filhos da pauta!!!!

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