Morreu no último dia 18 de junho de 2010, aos 87 anos, José Saramago, literário português, Prêmio Nobel de Literatura. Espantei-me com tanta comoção promovida por todos, até no Twitter os comentários eram demais… O que levaria a um fascínio tão grande por uma pessoa declaramanete crítica e um homem ateu? Não hesitei e peguei uma das obras que tenho dele e fui ler o que antes na leitura preliminar eu tinha grifado. Compartilho com vocês meus grifos. Ateu ou não, dono da pura razão pura, escreveu coisas que valem a pena refletir.

“Vida: mestra suprema de todas as disciplinas”.

“Todos temos os nossos momentos de fraqueza, ainda o que nos vale é sermos capazes de chorar, o choro muitas vezes é uma salvação, há ocasiões em que morreríamos se não chorássemos”.

“Para poder chegar aonde se quer, tudo depende de onde se esteja”.

“Assim como não há bem que dure sempre, também não há mal que sempre dure”.

“Só num mundo de cegos as coisas serão o que verdadeiramente são”.

“Cada coisa chegará no tempo próprio, não é por muito ter madrugado que se há de morrer mais cedo”.

“Na verdade ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra”.

“As aparências são enganadoras; não é pelo aspecto da cara e pela presteza do corpo que se conhece a força do coração”.

“Certas coisas o melhor é deixá-las sem explicação, dizer simplesmente o que acontecer, não interrogar o íntimo das pessoas”.

“A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança”.

“A experiência é realmente a mestra da vida”.

“O mundo está cheio de cegos vivos”.

“O único milagre que podemos fazer será o de continuar a viver”.

“O difícil não é viver com as pessoas, o difícil é compreendê-las”.

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