Desconstruindo a Amélia, reinventando o sexo forte

Escrita coletiva com os alunos do Núcleo Dércio Andrade, Curso Pré-Vestibular Comunitário Educafro e o professor Danilo Vizibeli

A redação que se segue é uma escrita coletiva para a redação com o tema: Qual o papel da mulher na sociedade atual? Os alunos debateram, fizeram seus argumentos por escrito e depois fechamos em um texto único para mostrar o processo dissertativo. Espero termos alcançado nossos objetivos.

Quando se fala nos novos papéis assumidos pela mulher na sociedade, principalmente na sociedade brasileira, duas imagens são colocadas em conflito: uma a da mulher Amélia, dedicada ao lar, aos filhos, à família, mulher prendada, que sabe cozinhar e ao mesmo tempo é o alicerce do lar; a outra é a da mulher independente que tem o seu trabalho, conquista altos postos em sua carreira profissional e ainda concilia trabalho e vida pessoal.

Nesse cenário, a mulher brasileira, depois de muitas lutas pelos seus direitos, está conseguindo modificar essa ideia do ser “Amélia”, conquistado pelos versos da canção que tratava de uma mulher-perfeita, dedicada, “aquilo sim que era mulher de verdade”. Atualmente, as mulheres estão inseridas no mercado de trabalho e atuando em várias funções, até então executadas por homens.

Na política, possuem vários cargos. Das comparações com o homem, surge a necessidade da união entre os sexos: o homem tem suas características e a mulher também tem as suas. O que seria do mundo se houvesse apenas um sexo? Onde encontraríamos a alteridade, a diferença, defeitos e qualidades: o ser humano em sua “bio-psico-diversidade”?

Numa sociedade que se considera machista e que a mulher ainda é vista como o sexo frágil, ainda reinam o preconceito e a submissão ao homem. A mulher nunca foi um sexo frágil. Um ser que carrega em seu ventre uma vida e sente as dores do parto e ainda é acumulada de papéis e funções, ficando ao homem apenas a tarefa de prover o sustento do lar pode ser considerada um sexo frágil? É chegado o momento em que a exclusão de ambos os lados precisa deixar de acontecer: o homem e a mulher, ser um homem feminino é possível e ser uma mulher máscula no sentido da coragem e da conquista de papéis semelhantes aos homens também é possível. A mulher muitas vezes ainda tem um destaque maior pela sua sensibilidade e pelo senso crítico, vindos do instinto reprodutor e maternal.

Surgem novas identidades para a mulher…

 

A situação de dizer que o homem deve ser o provedor e a mulher tomar conta da casa e dos filhos, pode até ser sustentável, mas tudo parte do compromisso estabelecido entre ambos e dos objetivos de cada mulher. Na canção de Gilberto Gil, “Super-homem, a canção”, o papel da figura masculina é descontruída, ressurgindo e ressaltando a mulher em posto de igualdade com o homem. O curso da história já mudou, ainda será mudado e nesse aspecto desconstrói-se a figura da mulher “Amélia” e ressurge concepções de uma mulher forte, mas aos mesmo tempo os sentidos precisam ser mobilizados para que as mulheres não percam a identidade única de cada uma num movimento de circulação de diversas ideias, conceitos e ideologias advindas da mídia e das instituições sociais e outras, aprisionando e alienando o ser-mulher.

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2 Comentários em “Desconstruindo a Amélia, reinventando o sexo forte”


  1. Oi Danilo! O texto escrito em conjunto por seus alunos e você ficou muito bom! Estou aqui passeando pelas matérias de seu blog e estou adorando!


  2. Obrigado amiga pela visita. É uma honra ter a sua leitura… Muita saudade de você!


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